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Kindles estão dentre meus leitores de ebooks favoritos. Cliente assíduo da Amazon, eu não tenho motivos para usar leitores de outras livrarias, até porque muitos deles tem vida curta (como o Nook!) e acabam deixando o leitor na mão depois de apenas alguns anos de uso. Kindles são extremamente leves, confortáveis para carregar para todo canto e segurar para ler sem cansar, possuem tela antirreflexiva (ótimo para ler na praia ou na beira da piscina), e baterias que duram várias semanas. Se você é assinante do Amazon Unlimited, você pode emprestar livros de graça como em uma biblioteca (desde que os livros participem do programa Unlimited). Para quem lê muito essa é uma ótima opção. Por uma taxa mensal eu leio vários livros que antigamente teria que comprar (ou empresar em formato físico de uma biblioteca).

Tem gente que ainda não gosta de livros digitais, mas é difícil negar a praticidade e a economia proporcionada pelos leitores de ebooks. Eu ainda compro livros físicos, mas eles precisam ser realmente “preciosos” para que eu invista dinheiro em um objeto que tomará espaço na minha casa. Alguns livros merecem essa honra, outros não. Há 15 anos eu precisava comprar esses livros “não merecedores” se eu quisesse lê-los. Gastei muito dinheiro com livros ruins, fracos, mas que, por um motivo ou outro, fazia sentido lê-los. Como articulista e consultor no mundo dos negócios e tecnologia, eu preciso ler freneticamente tudo o que sai nessa área. Preciso saber o que está acontecendo, me manter sempre informado. Muitos desses livros são descartáveis, não são livros que eu quero onerando espaço nas minhas prateleiras. Você pode argumentar que eu sempre posso me desfazer (doar, vender, etc.) dos livros que não quero mais, mas ainda assim o argumento da praticidade vence. Lidar com objetos físicos está se tornando cada vez mais complexo e incômodo porque agora temos opções digitais. Também posso lançar o argumento de que ter inúmeros livros a minha disposição a qualquer momento é algo que seria impossível com livros físicos. Eu viajo muito. Carregar livros físicos seria um grande incômodo. Além disso, mesmo que escolhesse 1 ou 2 exemplares para ler na viagem, o que acontece quando eu me dou conta de que não estou muito a fim de ler justamente os livros que selecionei? Ou que esses livros são tão ruins ou tão fora do meu expertise que eu resolvo parar a leitura?

Lidar com esse tipo de problema no passado era muito chato. Eu me lembro de uma viagem com a família para Terra Nova no Canadá em 1994. Eu era jovem na época, mas já lia muito. Eu coloquei 3 livros na mala, mas na correria das arrumações para a viagem eu não pensei muito na seleção dos livros. Chegando lá, eu acabei tendo muito mais tempo livre do que imaginava (não há muita coisa pra fazer na Terra Nova!). Um dos livros era fenomenal, mas o li em 2 dias. Os outros dois eram uma porcaria, eu me recusei a continuar lendo-os depois das primeiras páginas. Meu grande problema? Não havia uma única livraria na cidadezinha minúscula onde estávamos (era uma vila de pescadores). A mais próxima ficava a 60Km de distância e meus pais não estavam dispostos a me levar lá. Isso me traumatizou um pouco! Eu fiquei pensando nos inúmeros livros que eu tinha em casa e que poderia ter trazido, mas ao mesmo tempo teria sido inviável carregar todos eles para nossa viagem de 10 dias.

Quando os primeiros leitores digitais surgiram eu me lembrei dessa viagem (e do meu “trauma”). O primeiro Kindle era um tanto retrógrado. Sem uma touch screen nós tínhamos que usar um teclado que ocupava boa parte da tela. O aparelho em si era ótimo. Já era super leve, já tinha a tela antirreflexiva, e a experiência de leitura se assemelhava muito a um livro convencional. O apelo, é claro, pelo menos para mim, era a possibilidade de encher o aparelho de livros e nunca mais passar pelo perrengue que eu passei na Terra Nova sem nada pra fazer e sem livros pra ler!

Hoje em dia a Amazon carrega 3 tipos de Kindle. Vamos dar uma olhada em cada um deles:

Amazon Kindle 10º Geração

A última versão do clássico “Amazon Kindle” foi lançada em 2019. Esse é o aparelho básico. Ele é quase idêntico ao Kindle Paperwhite, mas não é à prova da água. É também um pouquinho mais pesado e mais grosso que o Paperwhite. A nova versão agora tem iluminação embutida para leitura com pouca luz ambiente e tela antireflexo. Essa nova versão também permite com que você escute livros em áudio (audiobooks) do serviço da Amazon Audible com fones de ouvido. A bateria é típica dos Kindles, dura entre 3 a 6 semanas dependendo da frequência de uso.

Veja na Amazon

Kindle Paperwhite

O Kindle Paperwhite é o aparelho que eu tenho desde que fiz o upgrade do Kindle clássico há uns 7 ou 8 anos. Mais leve e fino que o clássico, o Paperwhite é também à prova d’água então podemos ler na praia, na beira da piscina (ou mesmo dentro da piscina!), na banheira sem medo de estragar o aparelho. E quando dizem “à prova d’água” eles realmente querem dizer que o aparelho pode ser mergulhado na água sem risco! Testes mostram que o Kindle Paperwhile sobrevive até mesmo se for deixado no fundo de uma piscina por 2 horas!

O nome dele é “Paperwhite” porque ele tem uma tela mais clara do que o aparelho clássico. Esse é um ponto de debate entre os fãs do aparelho tradicional (cuja tela é meio apagadinha e se assemelha a uma página de um livro de papel). Eu particularmente não sou fã de telas mais escuras e gosto da claridade do Paperwhite. Outras pessoas acham que a claridade cansa mais os olhos.

Assim como o aparelho clássico, o Paperwhite também permite com que você ouça livros em áudio do Audible e tem uma bateria que dura várias semanas.

Veja na Amazon

Kindle Oasis

Por um bom tempo eu nem sabia que esse Kindle Oasis existia! Um dia eu vi um cara no aeroporto lendo em um aparelho que eu não reconheci imediatamente. Ao puxar conversa eu descobrir que era o tal Kindle Oasis! Fui pesquisar para ver se valia a pena fazer um upgrade, afinal de conta, o Oasis é o dobro do preço!

Uma das características mais marcantes do Oasis é flexibilidade da iluminação da tela. Enquanto usuários do Kindle clássico e do Paperwhite ficam discutindo sobre a claridade da tela e o quanto um se parece com uma folha de livro e o outro é melhor para ler no escuro, os usuários do Oasis só olham e dão risada! A tela do Oasis pode ser configurada de diversas formas. Ela pode parecer uma folha de livro, sem qualquer iluminação “que cansa a vista” como o paperwhite, ou pode ser ajustada de outras formas reduzindo a quantidade de luz azul (para leitura noturna) ou aumentando a luz quente (alaranjada) que também deixa o aparelho mais confortável para os olhos.

O Oasis também tem outras pequenas coisinhas como um processador mais rápido que dentre outras coisas torna a abertura de livros e a virada de página mais ágil. Com uma tela de 7 polegadas e uma barra lateral, o Oasis é perfeito para quem gosta de segurar o aparelho com uma mão só. Nos outros dois Kindles ao segurar com uma mão só, o risco é parte da mão tocar e acionar o aparelho (como virada de página) acidentalmente. Com uma superfície maior para a mão, fica mais difícil tocar o aparelho sem intenção.

Por outro lado, eu acho que o Oasis tem algumas desvantagens. Ele é maior (bem maior) e mais pesado que os outros dois Kindles. Ele definitivamente não cabe no meu bolso. Sendo um aparelho que as pessoas compram justamente para o terem em qualquer lugar, peso e tamanho são critérios importantes. Por esses e outros motivos, eu vou ficando com o meu Paperwhite.

Veja na Amazon



Palavras-chave: Amazon Kindle, e-readers, ebooks, Kindle

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