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Às vezes, temos que encarar decisões que envolvem uma ou mais coisas desconhecidas. Não sabemos com antecedência quais serão as consequências de cada alternativa.

Isso é especialmente verdadeiro quando se trata de decisões grandes, como largar o emprego, começar ou terminar um relacionamento ou mudar de cidade.

Quando você precisa tomar tamanha decisão, o que você faz? Sem saber quais serão as consequências, existe algo melhor a se fazer do que simplesmente chutar?

Geralmente, as pessoas ficam paralisadas perante tais situações. Mesmo quando você não gosta do que tem, você pode temer que as outras alternativas sejam piores. De certa forma, toda decisão envolve uma escolha entre manter o status quo vs. fazer uma mudança. Quando não temos certeza de que uma mudança será para melhor, por eliminação, deixamos tudo como está.

Deixe-me dar a você um método simples para tomar esse tipo de decisão. Na maioria dos casos, não são necessários mais que 60 segundos para avaliar qualquer caminho em específico. Para cada alternativa que você está considerando, pergunte-se: “Isso é realmente a minha cara?”. O que você está perguntando é se cada caminho é uma expressão justa de quem você realmente é. A que nível cada opção reflete seu verdadeiro “eu”?

Decisões são atos de expressão pessoal

Quando olhamos para as escolhas como sendo mais que meros caminhos – como frases criativas de expressão pessoal –, algumas decisões se tornam muito mais fáceis de serem tomadas. Você pode dizer a si mesmo: “Esse caminho não vai ser fácil, mas sei que é o caminho certo a seguir porque é isso que sou”. Ou você pode concluir: “Não importa quanto eu tente me convencer disso, eu sei que, no fundo, isso não é que eu sou. Simplesmente não é a minha cara”.

É importante separar essa fase da avaliação do ato de angariar coragem para tomar uma atitude. Tudo bem saber que você está em um lugar onde não deseja estar, mesmo que você ainda não tenha a habilidade necessária para fazer algo a respeito disso. A coragem para agir vem depois.

Aqui vão algumas maneiras de aplicar esse método:

• Este emprego é a minha cara?
• Esta empresa é a minha cara?
• Ser um empregado (ou um empreendedor, ou um inventor ou o dono de uma empresa) é a minha cara?
• Este relacionamento é a minha cara?
• Esta cidade é a minha cara?
• Esta casa é a minha cara?
• Este livro que estou lendo é a minha cara?
• Esta blusa/saia/gravata é a minha cara?
• Este amigo é a minha cara?
• Este hobby é a minha cara?
• Este carro é a minha cara?
• Esta crença religiosa ou espiritual é a minha cara?

Repare que você pode aplicar a pergunta “É a minha cara?” a decisões grandes ou pequenas. É algo que você pode usar todos os dias, mesmo quando você está somente decidindo o que comprar no mercado.

Diga algumas sílabas

Se você está com problemas para definir se uma decisão é realmente a sua cara, simplesmente descreva suas características em voz alta. Nas palavras dos Três Patetas: “Diga algumas sílabas”. Por exemplo, quando você está pensando em mudar de carreira, descreva a nova carreira que você está considerando. É segura ou arriscada? Sem graça ou excitante? Social ou solitária? Agora considere se esses mesmos adjetivos poderiam descrevê-lo como pessoa. Você é seguro ou arriscado? Sem graça ou excitante? Social ou solitário? Essa carreira é a sua cara? Às vezes, isso pode parecer um pouco bobo, mas tenho certeza que você vai ter uns insights interessantes se você entrar na minha onda e o fizer.

Se tiver coragem, faça o mesmo com os seus relacionamentos mais próximos, incluindo os contatos profissionais. Isso vai ensiná-lo um monte sobre quais pessoas são as mais adequadas para você. Se seu relacionamento atual parece um pouco fora de linha, esse processo vai ajudá-lo a entender por quê. Você poderá ver onde seu “eu” verdadeiro e sua realidade atual estão desalinhados.

Reforço positivo

Ao tomar decisões através do método “Isso é a minha cara?”, você está usando uma versão idealizada de si mesmo como comparativo. Esse é o seu melhor “eu”. É quem você é nos seus sonhos e nos seus objetivos, é quem você quer ser.

O que acontece quando você começa a preencher sua vida com pessoas, lugares e objetos que, razoavelmente, refletem seu verdadeiro “eu”? Por osmose, você começa a adicionar mais dessas qualidades a você mesmo. É um lembrete constante do tipo de pessoa que você luta para ser. Mesmo quando a realidade é um pouco diferente, você continua retornando a esse esforço positivo diário.

Eu tenho usado o método “Isso é a minha cara?” muito ultimamente. Eu o ensinei à Erin (minha esposa) e ela me disse quanto também gostou dele. Quando vamos comprar móveis, olhamos para uma peça e perguntamos: “Isso é a nossa cara?”. Até agora, parecemos estar sempre em concordância. É uma ótima maneira de assegurar que estamos na mesma página.

Olhe à sua volta. O que você pode dizer que é realmente a sua cara? O que não é? O que você pode fazer a respeito disso?


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