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Proatividade é muito mais do que iniciativa, é muito mais do que antecipar problemas e se preparar para eles. Proatividade é a consequência imediata do domínio das emoções. Quando se é livre emocionalmente, deixa-se para trás toda a carga, todo o peso dos ganhos secundários, ganhos que são priorizados por interesse ou necessidade emocional, mas que no fundo ferem a autoestima, corrompem o caráter e minam a autoconfiança, como a incapacidade de dizer não quando se quer por medo de não agradar, de ser antipático ou de comprar uma briga.

A pessoa proativa faz escolhas e toma decisões com base em seus princípios e propósito, não em interesses secundários, medo ou carências emocionais. Hollywood com seu “paradigma do herói” ilustra muito bem este comportamento ao retratar seus heróis como aqueles que sempre “tomam a decisão mais assertiva” e mantêm seu caráter acima de qualquer suspeita.

A pessoa reativa, ou seja, que não é proativa, reage defensivamente ao que acontece em sua vida. Sua vida é governada por suas emoções. Quando o tempo está bom, ela se sente bem, quando o time esportivo perde ela fica de mau humor, quando o cônjuge não faz suas vontades, ela faz chantagem emocional, quando seus planos não dão certo, ela senta e chora.

A pessoa reativa é aquela que espera por oportunidades, espera que o mundo lhe abra as portas, que a vida resolva seus problemas. Seus paradigmas limitantes fazem com que ela acredite que sua condição é resultado das ações dos outros, da falta de sorte, da falta de oportunidade, da situação econômica, do governo corrupto, da forma como seus pais a criaram, do preconceito que sofreu quando era jovem, da falta de educação, dos filhos que chegaram muito cedo, do emprego que não paga melhor, do chefe que não lhe dá uma chance de mostrar maior capacidade, enfim, a pessoa reativa sempre tem uma desculpa, uma justificativa lógica para sua situação. Quando ela percebe que está sendo julgada por culpar o mundo externo, ela se volta contra si, culpando a si mesma por seu fracasso, o que no fundo dá no mesmo, são só desculpas para justificar uma situação, sem que haja iniciativa para sair do buraco.



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