A maioria das pessoas vive numa corrida de gato e rato com suas responsabilidades, compromissos, metas profissionais, financeiras e, conseqüentemente, deseja administrar melhor o tempo e ter uma melhor produtividade para sofrer menos stress nesse processo.

A questão é que, por falta de propósito, a maioria das pessoas não tem mais nada a fazer além de trabalhar e descansar na folga desse trabalho. Quando começamos a falar em viver Carpe Diem, então, muita gente fica com um ponto de interrogação em mente sem entender direito porquê…

Para saber se você faz parte desse grupo, responda esta pergunta: o que você faria da vida se não tivesse mais que trabalhar? Obviedades à parte, é claro que quem está no ciclo do trabalho de oito a 12 horas por dia adoraria a oportunidade de escapar desse inferno e passar um tempo fazendo nada ou curtindo a vida em qualquer outro lugar.

A questão é o depois: e quando as férias acabarem? Você não tem mais um trabalho para voltar para, agora é só você e sua vida, o que é que você vai fazer? E é aí que a maioria engasga… “Humm, não sei bem… Eu poderia fazer diversas coisas, mas não quero realmente fazer nada em específico”, é a resposta mais comum.

O que responde essa pergunta é o propósito. Pessoas com um propósito não suportam manter responsabilidade para com os outros – como no caso de um trabalho sem conexão com esse propósito –, pois isso atrapalha o andamento dessa missão.

A pessoa que vive Carpe Diem é, em primeiro lugar, livre. Livre de tudo: de emprego, de governos, de pendências financeiras. O carpediniano é cidadão do mundo, geralmente possui fundos suficientes para não precisar mais trabalhar ou mantém uma atividade que funciona quase automaticamente, não exige muita atuação de sua parte e proporciona uma condição financeira que o faz não precisar se preocupar com dinheiro. A liberdade de governos significa que a pessoa que vive Carpe Diem não deixa que seu governo altere o rumo de seu propósito ou influencie sua vida. Muitos carpedinianos buscam cidadanias adicionais, alguns, inclusive, rompendo laços fiscais e residenciais, se tornando literalmente cidadãos do mundo, sendo portadores de diversos passaportes emitidos por outras nações além de sua nação-mãe, não devendo satisfação (ou mesmo impostos!) para qualquer governo. Mas essa condição, eu devo dizer, não é comum! Não é preciso ser um indivíduo sem laços para viver Carpe Diem!

A liberdade, entretanto, pode ser conquistada antes que o propósito seja esclarecido e pode funcionar como um mecanismo para descoberta desse propósito. Toda a parafernália que cerca a vida do cidadão comum ocupa tanto espaço e faz tanto barulho que o indivíduo que está preso pelas amarras da sociedade não consegue ver além do horizonte. É por isso que muitas pessoas são incapazes de conceber suas vidas sem o trabalho formal que realizam.

Muita gente sonha com a aposentadoria ou em ganhar na loteria para não ter mais que trabalhar, mas quando o desemprego ocorre por uma razão ou outra, elas não conseguem encontrar mais nada para fazer além de assistir TV e bater papo furado. Suas vidas não têm propósito algum, elas precisam do trabalho para pelo menos se sentirem úteis e necessárias!

Uma das mais poderosas técnicas para descobrir um propósito – que pode não ser “o” propósito de toda a sua vida mas “um” propósito específico e finito – é afastar-se momentaneamente de todo esse barulho e ver a sua vida de uma forma mais objetiva. Recomendo que você tire uma semana de férias e vá para um lugar afastado de onde você vive de forma que você não possa ser interrompido e não sofra influência externa. É importante que você vá sozinho. Pergunte-se, então: “Quais são minhas maiores dificuldades?”. O maior expert em persuasão e influência, Robert Cialdini, descobriu que seu propósito era estudar comunicação – mais especificamente, o processo de persuasão – quando ele próprio identificou em si mesmo a dificuldade em se comunicar e persuadir os outros ou lidar com pessoas difíceis. Ele passou, então, a estudar o assunto para melhorar a si mesmo e, durante processo, publicou livros que até hoje são considerados os melhores na área.

Vejo, através de alguns comentários postados nos artigos anteriores, que muita gente confunde “propósito” com “talento” e “dom” e acredita que precisa encontrar esse “dom” para saber qual seu propósito. Esse é um engano freqüente. Geralmente pelo que vejo, o propósito está mais ligado à superação de dificuldades do que à manifestação de um talento.

Pessoas que se agarram a um dom podem ser altamente admiradas pela sociedade, mas podem não estar crescendo nada intimamente. Muita gente que encontra um dom cedo o suficiente acaba se agarrando a ele e constrói sua autoconfiança ao seu redor, não sendo capaz de fazer nada mais na vida. O talento acaba sendo uma fuga. Como aquilo é fácil para a pessoa, ela se esconde do mundo usando o talento como máscara.

Você precisa descobrir seus talentos? Sim, são seus talentos que o ajudarão a superar suas dificuldades. Porém, você precisa parar de endeusar essa idéia. Muitas pessoas são incapazes de os identificarem justamente porque esperam que o talento seja algo grandioso como Mozart tocando piano aos cinco anos de idade! Mozart era um gênio e genialidade é diferente de talento!

Além dessas questões de talento X dificuldades, é preciso que você se questione sobre “tendências”. Algo que ficou claro em minhas pesquisas sobre propósito de vida é que o que é preciso ser feito geralmente começa a se impor sutilmente em nosso caminho. Uma idéia que não sai da cabeça, oportunidades que aparecem, pessoas-chave, enfim, o propósito não é “inventado” por nós, ele já está em nossas vidas e se mostra ou pede atenção vez ou outra. Comece a prestar atenção nessas tendências, faça uma lista de “sinais” que ocorreram no passado e em que talvez você não tenha prestado tanta atenção antes.

Mantenha-se aberto para as pequenas coisas. É rara a pessoa que tem um único propósito para toda a vida ou tem visão de conjunto suficiente para compreender toda a complexidade de sua missão. A maioria das pessoas dá um passo de cada vez, executando pequenas missões aqui e ali, uma de cada vez. A soma de todos esses pequenos propósitos dá significado à vida. Essas pequenas missões podem ser coisas que parecem ser insignificantes e não “têm cara” de propósito – como se reconciliar com um desafeto do passado, superar uma dificuldade íntima que o está impedindo de seguir em frente na vida, desenvolver uma habilidade específica (que pode ser algo simples como aprender a se concentrar ou se organizar melhor).

Recomendo para quem tem a ambição de viver Carpe Diem que procure traçar um plano para buscar liberdade o mais rápido possível. Para quem está enterrado até o pescoço no sistema de gato e rato da sociedade moderna, pode levar um tempo até que essa liberdade seja conquistada, então um plano com etapas pré-definidas pode ser necessário. Uma vez que a liberdade seja alcançada, tudo fica mais claro e há muito mais possibilidades para que um propósito com real significado possa tomar corpo.

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Para mais informações sobre como definir seu propósito de vida, você pode ler o livro Um sentido para a vida.



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