Alguns teóricos sugerem que hipoteticamente se os seres humanos em sua totalidade tivessem uma autoestima 100% sadia, viveríamos num mundo completamente diferente. Um mundo sem violência, sem depressão, sem suicídios, sem guerras, enfim viveríamos num mundo perfeito. Será?!

Nathaniel Brandel, considerada a maior autoridade mundial no tema da autoestima, diz que sim!

Com exceção dos distúrbios mentais e biológicos, eu não consigo pensar num só problema psicológico, de ansiedade a depressão, de dificuldades escolares ou no trabalho a medo de intimidade e comprometimento, de abuso de álcool e drogas a violência doméstica e abuso infantil, de distúrbios sexuais a frigidez, do suicídio aos crimes violentos – que não seja rastreável, ao menos em parte ou em causa, ao problema de uma auto-estima deficiente. De todos os julgamentos a que passamos na vida, nenhum é mais importante e duro do que aquele que passamos conosco.

Sociólogos culpariam governos e a economia pelos males sociais, médicos e muitos psicólogos se concentrariam em problemas mentais e biológicos, aqueles que os remédios podem curar. Uma análise profunda porém, do ego e da personalidade dos envolvidos em qualquer uma das chamadas mazelas da humanidade, sejam indivíduos que cometeram suicídio ou assassinaram seus pares, viciados em drogas ou álcool ou meros batedores de carteira, uma depreciação pela própria pessoa se faz notar gritantemente.

Não seriam os governos, no entanto, os responsáveis pela pobreza, que leva inevitavelmente à violência? Não olhe para a sociedade como um todo, meu caro leitor, olhe para os indivíduos que a compõe! Ao longo da história, casos de pessoas que enfrentaram com coragem e determinação condições de pobreza que nem eu nem você conseguimos imaginar. Pessoas estas que acima de tudo confiaram em si mesmas e não se entregaram ao papel fácil de vítima chorona. Pessoas estas que seguiram sonhos impossíveis como potes de ouro no final do arco-íris e contra todas as apostas, o encontraram.

A violência está, em primeiro lugar, dentro de cada um, não na sociedade em si. Se eu como indivíduo me deixo contaminar pela auto-vitimização que permeia minha sociedade e decido também fazer parte das estatísticas negativas, esta é uma escolha minha e só minha. Se meu vizinho, que cresceu e sempre viveu na mesma sociedade pobre e sem recursos que eu, devido à sua auto-estima sadia fez outras escolhas na vida e hoje tem uma vida confortável e saudável, ele teve sorte?! Pois é meu caro leitor, esta é a versão na qual muita gente acredita! 



Palavras-chave: alto estima, Auto-estima, como ter auto estima, gostar de si mesmo