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Quando durmo, sou o que se pode chamar de “entocada”. Deito na cama e me afundo em uma montanha de lençóis, cobertores e um edredom pesado e, uma vez confortável, aciono meu modo de sono máximo entocando-me em uns cinco travesseiros. Eu adoro uma boa noite de sono. E não há nada pior que o momento em que o despertador toca às 5h30 da manhã. É um despertador esganiçado, agudo e medonho. Poderia acordar até os mortos. Foi por isso que eu o comprei.

Veja, eu odiava me levantar. Especialmente no inverno. Minha cama é tão quentinha e nossa casa de campo de 200 anos de idade é tão fria… Mas eu me levanto mesmo assim porque sei quanto levantar cedo impacta minha vida. Eu jogo longe todas as cobertas, ponho meus pés no chão e atravesso o quarto correndo para desligar o esganiçado despertador, que fica “estrategicamente” localizado do outro lado do quarto. Há um poder enorme em começar seu dia com esta filosofia: no segundo em que seus pés tocam o chão, seu dia começa. Mas eu nem sempre fui assim.

A hora de começar meu dia era “daqui a alguns minutinhos”. Eu adorava dormir mais do que adorava começar meu dia. É por isso que meu despertador ficava logo ao lado da cama. Quando tocava, eu conseguia alcançá-lo de debaixo das cobertas e desligá-lo. Eu repetia esse ritual três ou quatro vezes. Quando eu finalmente jogava as cobertas de lado, eu já começava meu dia correndo. Eu gastava meus primeiros 75 minutos do dia postergando meu compromisso de levantar cedo.

Se eu levantasse às 5h30, eu estaria de pé antes de todo mundo. Eu poderia ter me exercitado, ter escrito, ter preparado o café da manhã. Eu poderia ter meu dia sob controle antes que o caos o atingisse. Mas, dia após dia, eu dei a mim mesma mais tempo na cama e, assim, caí numa mentira contínua.

A maneira com que você acorda é que vai ditar o tom do resto do seu dia. Tente isto: programa seu despertador para 5h30 amanhã. Quando ele tocar, ponha seus pés no chão, levante-se e saia da cama. Sem atrasos. Sem hesitações. Levante-se e comece seu dia. É mais difícil do que você pensa. Seu corpo estará gritando para que você volte para a cama, perca mais tempo. Mas não caia nessa. Ao invés disso, levante-se.

O que aprendi com essa filosofia simples é: quando se trata de ser o mestre de sua própria vida, você nunca vai sentir vontade de fazer o que precisa ser feito. Parecerá errado pedir ajuda. Você sentirá medo de fazer aquela apresentação no trabalho. Você não vão querer ir correr se estiver chovendo lá fora. Sair da cama pode parecer extremamente radical simplesmente porque você não quer. Mas você precisa. Faça-o, mesmo que pareça radical no momento. Esta é a habilidade que você precisa ter: tomar atitudes radicais.

A vida é como estar deitado na cama: é mais fácil apertar o botão de “soneca” adiar as coisas. Sempre que tenho vontade de apertar o “soneca”, faço o oposto. Passo por cima de minhas próprias desculpas e ponho meus pés no chão.


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