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Uma das dúvidas mais comuns quanto ao planejamento de vida é em relação à sua manutenção num mundo cheio de surpresas, mudanças inesperadas, urgências, acidentes de percurso e influências externas. Muitas pessoas deixam de planejar por acreditarem que as forças externas em suas vidas atuam de tal forma que as impediriam de cumprir o planejado. Outras argumentam que na vida não vale a pena planejar, que você deve seguir o fluxo e esperar que a vida lhe traga o que ela quiser.

Primeiro vamos analisar alguns fatos:

Fato nº 1: Não somos uma ilha. Não há nada que você possa fazer que irá eliminar as forças externas de sua vida. Vivemos constantemente nos relacionando com o ambiente a nossa volta.

Fato nº 2: Obstáculos existirão independentemente da sua vontade ou de quão bem você se planejou.

Fato nº 3: Sem planejamento, você perde o foco. As chances de realizar algo sem planejamento são muito menores.

Fato nº 4: Casos de sucesso nos mostram que planejar dá certo, sim. O fator “sorte” tem muito mais a ver com atitudes pessoais do que com a “vontade da vida”. Quando penso nisso, sempre me lembro da irônica frase de Thomas Edison: “Engraçado, parece que quanto mais eu trabalho, mais sorte eu tenho”.

Fato nº 5: Realizadores de metas mantêm uma visão objetiva da vida. A romântica visão de que é melhor deixar “a vida rolar” é inocente e ingênua. Resultados são alcançados por quem os busca.

“Os realizadores articulam recursos e meios: em vez de esperar as condições favoráveis à concretização de suas aspirações, eles partem em direção aos seus projetos e fazem os recursos e os meios aparecerem.” – César Souza

A sabedoria dos navegadores

Desde o início das navegações, o homem sabe que não pode controlar o mar e as condições ambientais. No entanto, navega-se e, na maioria das vezes, chega-se ao seu destino. Os navegadores sabem que, em primeiro lugar, é preciso respeitar a natureza e depois adequar seus planos às condições do meio. A vida é como o mar, cheia de surpresas, mudanças e urgências inesperadas. Os navegadores, contudo, não deixam de planejar porque o mar possui essas características. Por que você deveria deixar de planejar a sua vida, então?

Amyr Klink (www.amyrklink.com.br), considerado um dos maiores navegadores da atualidade, é um exímio planejador. Ele diz que sem planejamento seria impossível conseguir os resultados que atingiu. Para cada viagem, ele previu todos os possíveis obstáculos e preparou-se para enfrentá-los. Ele traçou planos alternativos caso o plano principal não pudesse ser executado. Por que não podemos fazer o mesmo em nossas vidas?

Os corredores da Volvo Ocean Race, a maior regata de vela do mundo (em que os participantes dão uma volta ao mundo que leva em torno de oito meses para ser completada), fazem o mesmo. Planejam nos mínimos detalhes, fazem um levantamento de tudo o que irão precisar, prevêem todos os obstáculos que poderão enfrentar e partem preparados para lidar com um ambiente imprevisível onde o planejado tem que ser alterado e adaptado constantemente de acordo com as exigências do meio.

Contudo, o fato de que o planejamento tem que ser alterado o tempo todo não exclui a sua necessidade. Você pode estar se perguntado: “Mas se eu terei que mudar meu plano constantemente, então dá no mesmo do que não ter plano nenhum, certo?”. ERRADO!

A ideia de que um planejamento é estático e imutável é arcaica, chega até a ser um mito. Com um planejamento, você SABE aonde quer chegar, tem um foco. Você PREVÊ os obstáculos e tem em mãos as ferramentas pessoais e externas para enfrentá-los antes mesmo de colocá-lo em prática, você tem uma visão objetiva do caminho a ser trilhado.

As surpresas e urgências para alguém que planeja são bem menos impactantes que para alguém que simplesmente tenta chegar a algum lugar sem plano algum. A capacidade de se manter focado nos objetivos sem se desviar também é ampliada quando há algo mais do que a simples vontade de chegar a algum lugar. O grande perigo, entretanto, é não ter vontade de chegar a lugar algum, não saber o que quer da vida. Você consegue imaginar um navegador saindo para o mar e dizendo: “Vou ver onde o mar me leva…”?

A principal lição que os navegadores nos ensinam, portanto, é que para se conquistar metas é preciso planejar e que é perfeitamente possível planejar num ambiente imprevisível e em constante mudança.

Acima de tudo, é preciso evitar a visão romantizada do “deixar a vida me levar”, achando que tal postura vai resultar em coisas “fantásticas” ou surpresas emocionantes. Surpresas acontecem de qualquer forma, boas ou ruins, na vida de todos nós, os que planejam e os que não planejam. Planejamento não é uma ferramenta para “controlar” a vida e impedir com que o inesperado nos atinja.

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