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Algumas vezes, precisamos deixar de tentar. Mas quando?

A sabedoria popular tem pelo menos uma mensagem para todo mundo que está decidido a mudar de hábitos:

Não pare! Não desista!

Quando você se depara com alguma adversidade, aparentemente só há uma solução: simplesmente seguir em frente.

Há muita coisa a se dizer com relação a esse tipo de mensagem. Na verdade, eu mesmo já mandei mensagens parecidas com essas. Afinal, mudar seus hábitos é difícil. Todo mundo vai encontrar obstáculos, enfrentar precipícios e vivenciar a decepção. Se não houver um bom motivo para fazê-lo pensar de outra maneira, todos os conselhos dizem que você deve seguir adiante.

Mas há outra coisa acontecendo aqui e ela merece ser destacada. Eu acredito que é uma espécie de crença virtual religiosa que faz com que as pessoas pensem que desistir simplesmente não é uma opção válida.

“Desistir?”, eles perguntam. “Só pensar em desistir é admitir…”.

Admitir o que?

Que você não pode fazer tudo no mundo?

Que você não é perfeito?

Que algumas metas estão fora do seu alcance?

Ora, isso, afinal, é a mais pura verdade. De vez em quando, todos vamos idealizar objetivos que não podem ser conquistados.

Às vezes, apenas pensar uma segunda vez ou ouvir o conselho de um amigo é o suficiente para percebermos que o que idealizamos está fora de nosso alcance.

Outras vezes, contudo, é só a resposta do próprio objetivo almejado que nos fará cair na real e perceber que aquilo está fora de nosso alcance. Bom, PROVAVELMENTE fora de nosso alcance. Mas nós só teremos certeza disso depois de passarmos a vida inteira tentando provar o contrário sem sucesso. Frustrante, não?

A distribuição de esforços também deve ser levada em consideração. Talvez o tal objetivo seja possível, mas só se você abrir mão de outros objetivos, hobbies, relacionamentos, etc. Então, outra pergunta que você deve fazer a si mesmo é: “Quanto eu quero isso? De que eu estou disposto a abrir mão?”.

Talvez você possa se tornar um tri-atleta se deixar de lado as deliciosas tortas da sua avó, as tardes de diversão com seus amigos e tantas outras coisas. Como sua mãe sempre lhe disse, o dia só tem 24 horas. Você tem que decidir como vai usá-las. Tem que definir o que é importante.

Mas como definir se uma meta é ou não possível de ser atingida?
Algumas dicas:

1. Você se vê em uma rua sem saída já há muito tempo (em comparação a outras pessoas que lutam pelo mesmo objetivo);

2. Você se dá conta de que precisa abrir mão de outras coisas na sua vida para que consiga atingir seu objetivo e essa idéia não lhe agrada nem um pouco;

3. Pessoas próximas a você estão sugerindo que você desista, pois estão preocupadas com você (o que é bom).

Lembre-se: mesmo que você desista de algum objetivo, você certamente teve uma evolução e tanto. Mesmo se você não se tornar um escritor de um best seller ou um premiado chefe de cozinha, você já escreve melhor e cozinha melhor!

Não é tanto o objetivo em si, mas o progresso pessoal que você tem ao longo do caminho. É isso que importa. Aproveite o caminho que você percorre atrás de seus objetivos. E cresça durante a jornada! O fato de que você não pode conquistar absolutamente tudo que deseja não deve surpreendê-lo, não é esse o caso.



Palavras-chave: Prioridades, Priorização, quando desistir

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