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Mudanças podem ocorrer sem o nosso consentimento ou envolvimento. Algumas são positivas, sortudas, oportunísticas; outras podem ser infelizes, desastrosas e indesejadas. Progresso, contudo, é algo que depende do nosso esforço concentrado e contínuo. Se queremos que algo específico aconteça do jeito que imaginamos, precisamos trabalhar em cima da construção daquele resultado.

Produtividade não é dar conta do trabalho diário, fazer hora extra, nas no final das contas não caminhar adiante em relação às próprias metas. Estar ocupado não é sinônimo de estar sendo produtivo. Produtividade é progredir dentro dos planejamentos das próprias metas e objetivos. Se você não está chegando cada vez mais perto das realizações das visões de futuro que você tem para a sua vida, você está simplesmente sendo ‘ocupado’, preenchendo seu tempo com atividades, mas não está sendo ‘produtivo’.

O problema é que no dia a dia perdemos o foco e corremos o risco de nos distanciarmos dessas visões maiores, perdendo muito tempo com coisinhas que consomem nossos recursos, mas não resultam em progresso algum.

Tony Robbins sugere que façamos três perguntinhas simples diariamente. Essas perguntas visam nos trazer para um grau de lucidez maior e nos tornar mais conscientes de como estamos utilizando nosso tempo e porque estamos fazendo cada atividade.

São ideias simples, porém poderosas, que nos levam a questionar a natureza de cada tarefa e nos obrigam a refletir sobre a conexão do que toma nosso tempo no cotidiano com aquilo que realmente queremos alcançar na vida. O objetivo é aumentar nossa real produtividade.

1. O que você realmente quer?

Essa pergunta exige que você reflita sobre seu propósito de vida e seus objetivos magnos na vida. Você pode não ter nada muito definido, mas deve saber mais ou menos o perfil do futuro que deseja para si mesmo. Se você está insatisfeito com sua profissão, você sabe disso. Você pode não ter certeza do que realmente quer fazer, mas sabe que não quer ficar ali, naquela posição, naquela empresa.

Saber o que você não quer já é um começo. Muita gente diz que se sente confusa e não sabe o quer da vida, mas ao questioná-las por cinco minutos, consigo descobrir muita coisa que elas nem imaginam que fossem “dicas” do que elas realmente desejam!

Todos nós temos um perfil, um “jeitão”. Isso a gente nunca vai mudar e diz muito sobre o tipo de vida que é ideal para nós. Um erro muito comum é se focar em detalhes, tentando definir com muita exatidão essa visão de futuro. Isso não é necessário. Você não precisa determinar nos mínimos detalhes o que você quer da vida, você só precisa saber o “tipo” de vida que você quer ter e então comparar a atividade que está executando com progresso: essa atividade consiste em progresso que me levará a um dia ter o tipo de vida que imagino para mim?

Vejamos um exemplo muito citado nos últimos tempos: Steve Jobs. Jobs era um cara ousado e destemido, mas ele nunca imaginou em seus melhores sonhos que fundaria a mais lucrativa empresa de todos os tempos. Contudo, ele sabia “mais ou menos” o que ele queria, que tipo de empresa que ele imaginava que a Apple seria e sendo assim, ele era capaz de selecionar suas atividades de acordo com o que ele imaginava para sua empresa. Steve Jobs era um cara muito ligado em autoajuda e técnicas de produtividade. Ele inclusive cita o famoso livro ‘Pense e Enriqueça’ de Napoleon Hill como uma de suas inspirações. Ele se preocupava em ser produtivo e fazer coisas no dia a dia que importassem para a visão que ele tinha para a própria vida futura. Funcionou!

2. Por que você está fazendo isso?

Uma pergunta mais específica seguindo a anterior. Por que **exatamente** você está fazendo essa tarefa aí? Vai contribuir com alguma meta de curto, médio ou longo prazo? Vai fazer alguma diferença em sua vida? Se é uma atividade de trabalho e você trabalha para uma empresa ou pessoa, isso vai ajudá-lo a crescer profissionalmente? Vai fazer diferença para a empresa? Qual a praticidade, aplicabilidade e coerência do que você está fazendo?

Por que é mais importante do que ‘o que’ e ‘como’. Você pode definir que vai fazer um monte de coisas que para os outros parecem muito sérias e relevantes, mas para você, em seu caso particular, levando em consideração o seu perfil, as suas intenções e o que você quer para a sua vida, podem não fazer sentido algum.

Se você trabalha em uma empresa que não é sua, você pode ter a impressão de que suas atividades são “obrigatórias”, mas isso não é verdade. Funcionários que se destacam são aqueles que sabem priorizar, conhecem os objetivos da empresa e sabem filtrar as atividades, fazendo o que importa tanto para si mesmos quanto para a companhia. A empresa cresce e eles também.

O ponto aqui é mais sério quando você tem liberdade para decidir o que e como fará o que precisa fazer para conquistar seus objetivos. Empreendedores são vítimas em potencial da síndrome do “sempre ocupado, mas improdutivo”. Muito tempo pode ser despendido em atividades que “parecem” ser importantes, mas não adicionam real valor, nem o levam mais perto dos seus objetivos.

Muita gente quando tem novas ideias e define metas começa uma “pesquisa” que não termina nunca. Buscas na internet, livros comprados, material digital baixado e esse processo continua indefinidamente com a desculpa de que é um tipo de “preparação” ou “aprendizagem”. Nem toda atividade que parece ser importante ou que tem ligação com suas metas é realmente necessária, naquele momento.

3. Como você realizar essa tarefa?

Dizia Einstein que ele se ele tivesse que resolver um problema em 1 hora, ele passaria os primeiros 55 minutos pensando sobre como iria solucioná-lo e 5 minutos colocando em prática o que ele planejou fazer.

Muita gente perde muito tempo na mesma tarefa simplesmente porque não se deu o trabalho de pensar antes sobre como iria realizá-la da melhor, mais rápida e mais eficiente forma possível.

Esses dias uma pessoa que tinha acabado de me conhecer e descobriu que eu sou escritora, me disse que ela não conseguia escrever absolutamente nada. Ela me contou que estava “tentando” escrever um relatório para o trabalho há 10 dias e toda vez que sentava na frente do computador, não “saía nada”. Eu sugeri que antes de sentar para escrever o relatório da próxima vez, ela fizesse uma busca de alguns minutos na internet por “modelos de relatórios” para que ela pudesse ver como um relatório é feito e talvez tivesse algumas ideias de como produzir o seu. Também sugeri que ela fizesse uma lista topificada de todos os itens que deveriam constar em seu relatório e se baseasse neles para escrever. Quando a encontrei alguns dias depois ela me contou, animada, que havia seguido meus conselhos e tinha conseguido escrever o relatório em poucas horas depois de buscar alguns exemplos e listar todas as informações necessárias.

Muita gente tem preguiça de fazer esse trabalho prévio de pesquisa e planejamento, mas o resultado é que acabam desperdiçando muito mais tempo “enrolados” com atividades que não sabem fazer.

Maior lucidez leva a um melhor discernimento no dia a dia

Um dos aspectos mais importantes dessas três perguntas é que elas nos tiram da síndrome da urgência, aquele hábito que temos de fazer somente o que está estourando naquele momento. Tudo o mais que não é urgente, fica para depois. O problema é que nesse ritmo, todo dia há coisas urgentes para serem resolvidas e não sobra tempo para dedicar para as atividades realmente significativas que nos levam a conquistar a vida que realmente desejamos para nós.

Se estamos pouco lúcidos, ligados no piloto automático, não nos damos conta de que nossos dias são jogados no lixo com atividades que não estão nos levando a lugar algum.

Essas três perguntas são simples, mas se feitas diariamente nos fazem parar para pensar em como estamos utilizando nosso tempo nas mínimas coisas. Começamos a ter mais discernimento e sermos mais cuidadosos não só com o que fazemos como também a forma como escolhemos realizar essas atividades. Os resultados positivos se acumulam e em pouco tempo começamos a notar as diferenças.



Palavras-chave: Administração do Tempo, Aumentar a produtividade, Napoleon Hill, Síndrome da urgência, Steve Jobs, Tony Robbins

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