Como fazer a coisa certa

Chris Guillebeau

Por que pedir conselhos pode ser a coisa errada a se fazer

De tempos em tempos, eu escrevo sobre o assunto genérico de pensar por si só – também conhecido como “por que você não precisa dos conselhos de ninguém pra muitas coisas”. Sempre que o faço, recebo muitos e-mails preocupados de pessoas que ganham a vida dizendo aos outros o que fazer, explicando por que eu “certamente” não quero dizer que seus clientes não devem parar de dar dinheiro a eles para que os ajudem a tomar suas decisões. “Nós sabemos mais, temos mais experiência, mesmo sem nunca ter estado no lugar deles”, eles dizem – , o que é parecido com dizer “Faça como eu digo. É assim que as coisas funcionam”.

Na minha própria experiência, todos os dias ruins têm duas coisas em comum: 1. você sabe o que fazer, mas 2. deixou que alguém lhe convencesse a não fazê-lo. Pense um pouco nisso. Às vezes, a coisa certa não faz sentido para outras pessoas, é por isso que não há necessidade de pedir seus conselhos. Você sabe – você simplesmente SABE – que é assim. O próximo passo é fazê-lo, não organizar uma pesquisa de opinião.

Todos estamos no mesmo barco da vida. Ninguém sabe mais sobre sua vida do que você mesmo e, acredite, a experiência é superestimada! O que conta é a sua experiência e quanto mais genuinamente você consegue construí-la, melhor para a sua autoestima. O que quero dizer é: titio João pode ter vasta experiência nos negócios e ele pode dizer a você uma coisa ou outra sobre o mundo dos negócios, mas quando você estiver preparado para se aventurar com sua própria empresa, é melhor você não seguir os conselhos dele – não porque o tio João pode estar errado (ele poderia, mas a questão não é essa!), mas porque quando você toma uma decisão, você está assumindo responsabilidade sobre ela, os resultados cairão sobre você. Quando você aceita os conselhos de alguém, você pode sentir que é responsabilidade dessa pessoa se você ganhar ou perder, o que, obviamente, não é justo e você certamente vai prejudicar sua autoestima e sua autoconfiança.

Lição 1: Confie em si mesmo um pouco mais. Não peça por conselhos. Leia, ouça, aprenda com os outros, mas no final do dia, tome suas próprias decisões. Você se sentirá mais seguro de si, aprenderá a assumir mais responsabilidade, o que é difícil, mas faz com que você se sinta melhor ao final!

Lição 2: Evite a tentação de pedir conselhos a pessoas “mais experientes”, esperando que elas o levem a uma decisão. Essas pessoas podem contribuir muito com o conhecimento geral que você tem a respeito do assunto ou da situação em questão, mas você deve ter em mente que elas podem ter experiência, mas não conhecem você ou sua vida melhor que você mesmo, portanto, o conselho delas pode ser seguro, mas pode não se aplicar à sua situação.

Lição 3: Nunca deixe alguém convencê-lo a fazer (ou deixar de fazer) qualquer coisa. A maior probabilidade é de que você já sabe como fazer a coisa certa.

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13 comentários em “Como fazer a coisa certa”

  1. Gente, desculpem, mas não estou conseguindo compreender nada!!!!!!
    Vejam bem: experiência é a vivência pessoal de uma situação, portanto, retrata um saber natural que extraímos das situações ou atividades cotidianas.
    Nas empresas, muitas vezes confundimos duas coisas:
    Primeiro, que há um relação íntima entre experiência, aprendizagem e conhecimento – isto é- quanto maior a experiência, maior a aprendizagem e o conhecimento. E isto é um equívoco!
    Muitas vezes somos solicitados a atuar conforme conhecimentos mais especializados e técnicos. Digo e afirmo que a relação do Homem com a experiência jamais alcançará esse status de “conhecimento profissional”, advindo de pesquisas mais detalhadas.
    Há uma diferença incomensurável entre o Saber Natural e o conhecimento científico e técnico!
    O “Saber Natural” – aquele intuitivo e espontâneo – que provém da experiência torna-se repetitivo, sem renovações e tende facilmente a ser superado por desempenhos especializados.
    Não vejo nenhuma necessidade para negar a troca de conhecimentos e opiniões com outras pessoas. Muito pelo contrário, isso é muito necessário e importante. E digo mais, é isso que temos de fazer: mente aberta e postura de atenção sobre todos os estímulos do meio ambiente.
    E, dentro desse tema que você propos, afirmo que podemos retornar aos antigos filósofos que diziam:
    “Aquele que pensa que tudo sabe, nada sabe”.
    angela Paes!

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  2. Num texto sagrado de povos antigos, milenar, diz: “na multidão de conselheiros há segurança”. E nisto também acredito.
    Porém, entendo com esse texto que conselho é apenas reflexão, avaliação, ponderação…
    E isso é bom pra todos. Contudo… a decisão deve ser exclusivamente daquele que houve e não daquele que dá o conselho, e neste ponto, concordo com Chris Guillebeau, depende só de seu próprio arbítrio, ouça, mas decida pelo seu bom censo.

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    • Prezado João,

      É a primeira vez na minha vida que vejo o verbo “ouvir” ser escrito com “h”, em sua frase: “a decisão deve ser … daquele que houve …”

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  3. Ouvir conselhos é sempre bom, porém depende do conselheiro e do aconselhado. Tem gente que faz de conta que escuta. Depedendo da coerência e idoneidade do conselheiro é imprescindível ficar atento. Tem gente que fala mas não faz! Você é o único responsável pela sua consciência. A decisão ou indecisão final… é sempre sua!!! Você é o resultado das escolhas que fizer…

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  4. Sou psicóloga e trabalho com processos de coaching e posso afirmar: o que faço não é vender conselhos. Quem diz que vive disso está confundindo as coisas. Ajudamos as pessoas a se conhecerem melhor, para aí sim tomarem atitudes frente aquilo que elas acreditam e decisões coerentes com o que são. A responsabilidade é de cada um, e isso faço questão de deixar bem claro para meus clientes! Abraços a todos e todas!

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  5. Grandes conselhos. Acredito que um dos sentidos da vida é “andar com as próprias pernas”, mesmo que às vezes tropecemos ou pisemos em espinhos. O prazer dessa caminhada é algo que só o caminhante sente. Por isso, concordo plenamente com o Chris.

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  6. Amigos e colegas deste site,

    Infelizmente, o autor perdeu uma grande oportunidade de ficar calado. Claro que pedir conselhos é bom quando a gente não conhece do assunto, e mais importante ainda, se houver numerário significativo envolvido. Afinal, ninguém deseja ter prejuízos em seu empreendimento comercial ou vida pessoal. A vida, por demais complexa nos dias de hoje, é vivida em equipe. A decisão final pode ser solitária ou colegiada, mas, pedir opiniões, fazer consultas, é fundamental. Daí a minha discordância do título escolhido pelo autor para seu artigo. E nós não estamos aqui para dizer “amém” a qualquer bobagem.

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  7. Vejo que tem gente que está confundindo a tomada de decisões empresarial como o comentarista anterior e a Angela Paes com a tomada de decisão na vida pessoal, e acho que é nesse segundo item que o autor está dando a sua opinião. Tomar decisões em “equipe” porque se está numa configuração organizacional é uma coisa, mas na vida pessoal da gente ninguém tem que dar pitaco não! Para quem vive em família, algumas decisões podem ser compartilhadas sim, mas não todas. Acho também que muita gente está vendo as coisas 8 ou 80. O autor, em momento algum, disse para não pedir absolutamente a opinião dos outros ou não ouvir conselhos, parafraseando o próprio autor:

    “Leia, ouça, aprenda com os outros, mas no final do dia, tome suas próprias decisões.”

    O autor está chamando atenção para o péssimo hábito de confiar demais nos outros abrindo mão da própria responsabilidade sobre a própria vida e ainda por cima, depois culpar os outros pelos próprios erros, pois seguiu seus conselhos.

    J. Morais, acho que o senhor foi duro demais a chamar esse texto de bobagem! Talvez não concorde com a visão do autor, mas classificar como bobagem, pelo menos para mim, revela uma postura mental inflexível. Se o senhor é gestor de pessoas eu imagino o quanto deve ser difícil tê-lo como líder!

    Maria Cristina

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  8. Bom, acredito que ambas as partes estão cetas no pensamento de cada um deles, pois se analisarmos, de um lado, se deixarmos as pessoas se envoverem muito no que pensamos, podemos deixar de ter a nossa própria opinião, de ser influênciado pelos outros esquecendo que o que prevalece é a nossa decisão.Por outro lado, também é bom ouvir, escutar o que as outras pessoas que estão ao nosso redor tem a dizer,tem a nos oferecer com a experiência que já viveram para uma troca de idéias, ou, informações para tirarmos proveito do que achamos que é certo, e, o que podemos usar para formar-mos uma decisão solida e concreta, pois no mundo em que vivemos uma pessoa sem diálogo e informação para tomar suas decisões não é ninguém…..

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  9. Dar conselhos é mais fácil que ouvi-los! Mas é interessante quando ouvimos conselhos; depende de quem os dá para definir-mos sua positividade (veracidade) nas nossas vidas. Dar conselhos a quem pensa ter todas as respostas é inocuo; afinal de contas de que maneira se da de comer a quem não tem fome.

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