Como criaturas de hábitos, nós nos sentimos muito confortáveis ao encontrar um padrão que nos pareça bom e natural. Ao mesmo tempo, contudo, nossos desejos costumam mudar; nós traçamos novos objetivos, ganhamos novos sonhos e desenvolvemos novas paixões. Mas com esse desejo de mudança vem a relutância em tomar as medidas necessárias para tomar esse novo caminho – mudar o status quo – e podemos por vezes nos sentir presos.

Nós começamos a perceber nossa habilidade de fazer qualquer tipo de mudança e julgá-la nós mesmos de uma maneira tipicamente sutil, que pode se transformar numa poderosa influência sobre nossas ações.

Podemos nos dizer o seguinte:

– “Estou atolado de coisas pra fazer e não tenho tempo.”
– “Tem que ser perfeito.”
– “Eu não consigo fazer isso.”
– “Eu deveria…”
– “Eu preciso…”
– “Eu nunca vou conseguir mudar.”

Pensamentos poderosos como esses podem fazer com que retornemos às nossas zonas de conforto rapidinho. Mas o que são zonas de conforto?

É normal e natural que os seres humanos se dirijam para o conforto. A maioria de nós vive voltando ao que é familiar e rotineiro, facilmente caindo em hábitos confortáveis que com o tempo criam uma sensação de condescendência e tédio – essencialmente, muito pouco crescimento pessoal, mais conhecido como entropia ou decadência. Nosso “jogo maior” examina os lugares em que nossas zonas de conforto podem se distrair daquilo que queremos na vida. Zonas de conforto não são boas nem ruins, são apenas zonas de conforto – porque, afinal, somos humanos. Esta é a pergunta chave a se fazer: “Essa zona de conforto presta para mim e meu ‘jogo maior’ ou não presta para mim e meu jogo?”. Não há julgamento acoplado a nossas zonas de conforto, mas a chave para o sucesso de nosso “jogo maior” é estarmos cientes de nossas zonas de conforto – zonas de conforto ignoradas podem nos custar nosso próprio sucesso.

O “jogo maior” (the bigger game) se refere a um modelo inovador baseado na crença de que todos nós temos sede de uma vida completa – repleta de propósito e significado – para nós mesmos e para as pessoas que nos rodeiam.

Aja

Zonas de conforto existem em todas as esferas de nossas vidas. A chave é estar ciente delas e analisar quais zonas não servem para nossos objetivos atuais. Quais zonas de conforto o estão impedindo de criar mudanças?

Para determinar as respostas para essas perguntas, primeiro explore suas zonas de conforto. Depois, determine a solução para o fato de você estar preso à sua própria rotina. Você está disposto a trocar o conhecido pelo desconhecido? A mudança que você deseja vale o desconforto de deixar para trás o que é familiar? Ninguém pode responder essas perguntas além de você mesmo. Mais importante: nunca subestime o poder de sua intuição – o que sua coragem está dizendo pra você?