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Em nossa atividade, deparamo-nos com os mais diversos tipos de pessoas. Todas tentando, de alguma forma, encontrar uma maneira de vencer na vida – seja qual for essa definição de “vencer”. Um tipo de pessoa, entretanto, está no que a gente chama de “areia movediça” – uma zona em que a pessoa tenta se mover, tenta escapar, mas tudo o que ela consegue é afundar ainda mais. Mas o que isso significa na vida real?

A pessoa que está na areia movediça é aquela que não consegue dar o próximo passo sem instruções claras, ela está sempre perguntando “como”, ela não consegue adivinhar sozinha.

Hoje de manhã, recebi um e-mail do meu amigo Perry Marshall, conhecido como um dos “gurus” da internet. Perry enfrenta os mesmos problemas em sua área, pois ele ensina outros a serem bem sucedidos no mundo online. Ele contou a história que deu origem a este artigo:

Na faculdade de engenharia, meu professor, Dr. Soukup era um sujeito estoico, militar. Toda semana ele nos dava algum tipo de trabalho para ser resolvido em casa e apresentado na semana seguinte. Teve uma semana em que esse trabalho foi particularmente enlouquecedor.

Era impossível resolver o problema que ele nos passou com as fórmulas que conhecíamos. Você teria que usar um computador para resolvê-la. Ele nunca disse uma palavra, porém. Tive que consultar muitos outros colegas e professores para conseguir resolver o dito problema.

Então, quando eu finalmente apareci na aula, com o trabalho em mãos, eu estava bravo. Eu o expus em frente de todo mundo: “Você nos deu um problema e não nos disse como resolver, nem sequer uma dica. Nós estávamos tateando no escuro, tendo que perguntar pra todo mundo que conhecíamos se alguém sabia resolver essa porcaria!”. Outros estudantes balançavam a cabeça concordando comigo.

Soukup parecia não estar incomodado com a minha ira. Ele só me lançou um olhar gelado. Ele não sentiu nenhuma obrigação moral de se explicar, ele não precisava da simpatia dos alunos.

“Qual o problema com esse cara?”, eu pensava. “Será que ele não sabe que quando você dá um problema para estudantes resolverem, você deve dizer como eles devem resolvê-lo primeiro?”.

Bom, a faculdade passou e cada problema que eu tive que resolver na vida ou nos negócios foi como a aula do Dr. Soukup. Sempre há peças faltando no quebra cabeça e não há ninguém para lhe dizer quais elas são e onde encontrá-las. Felizmente, eu tirei proveito daquela experiência na faculdade e deixei de perguntar aos outros (ou esperar instruções) sobre como resolver problemas – talvez esse tenha sido o segredo do meu sucesso.

Sim, Perry, provavelmente esse foi um dos elementos mais importantes. Da mesma forma, a atitude contrária é a maior pedra no sapato de quem não consegue sair do lugar na vida. Se você era o tipo de aluno na escola que sempre precisava de uma fórmula, sempre precisava de instruções para resolver problemas, é possível que você tenha trazido este péssimo hábito do nosso sistema educacional (e me refiro ao sistema educacional ocidental como um todo) para a sua vida adulta. Se esse é o seu caso, coloque uma coisa na sua cabeça de uma vez por todas: não há fórmulas, não há “como fazer”, as pessoas bem sucedidas fazem seu próprio caminho, não ficam presas ao “o que” e ao “como”, elas simplesmente inventam um jeito só seu de fazer as coisas e seguem em frente.



Palavras-chave: como solucionar problemas, Desafios, mindset, paradigmas, postura pessoal, resolver problemas, superar desafios, superar obstáculos

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