5 super hábitos que podem catapultá-lo para o sucesso

Franciane Ulaf

Hábitos Sucesso

Hábitos são a pedra fundamental de uma vida bem-sucedida. Hábitos negativos naturalmente conduzem à estagnação, fracasso, e frustração. Contudo, nem todo hábito positivo leva ao sucesso. Hoje, vamos conversar sobre alguns hábitos específicos que costumam ser identificados em pessoas altamente produtivas. Você pode não ter ambições de ser milionário ou uma estrela na carreira, mas desenvolver estes hábitos pode ter um impacto poderoso em sua vida de qualquer forma. Eles podem melhorar sua produtividade (você consegue dar conta de fazer muito mais com seu tempo e fazer coisas que realmente trazem resultado), ajudá-lo a manter-se focado e atingir metas com mais consistência. É é claro, sentir-se mais realizado como resultado de uma vida mais produtiva e menos estressante.

1. Cortar a conversa fiada

Um traço marcante de pessoas, digamos, “fracassadas”, é a conversa fiada. Elas constantemente estão fazendo planos, pensando em ideias de coisas para fazer, entusiasmadas com seus novos projetos. Prestou atenção na palavra constantemente? Elas se mantêm em um ciclo eterno de se empolgar com novas ideias, falar para todo mundo que vão fazer algo e depois de um tempo pular para outra ideia, sem qualquer preocupação para com o projeto tão sensacional que acabaram de abandonar. Pessoas bem-sucedidas não fazem isso. Em primeiro lugar, elas raramente falam para os outros sobre as ideias em que estão trabalhando. Até que tudo saia do papel e vire realidade, esses projetos são “secretos”. Em segundo lugar, se algo merece ser compartilhado, é porque é sério e já saiu do chão. Elas não costumam falar sobre coisas que ainda estão só em sua cabeça, como sonhos de coisas que elas desejam fazer no futuro. Elas não comentam sobre coisas que podem acabar não acontecendo.

Esse hábito tem consequências não só no comportamento da própria pessoa quanto nos outros em volta. Se você conta suas ideias para os outros e depois não faz nada, pode ter certeza de que eles lembrarão disso – mesmo que você tenha uma justificativa muito boa para ter desistido ou mudado de planos. Isso afeta sua credibilidade e pode ter as mais diversas ramificações. No trabalho, por exemplo, um projeto sério e importante jamais seria colocado nas mãos de uma pessoa que costuma tagarelar sobre coisas que nunca faz. Esse tipo de pessoa acaba perdendo oportunidades de crescimento na carreira porque seus superiores não confiam nela, não confiam em sua habilidade de produzir e entregar trabalho consistentemente.

2. Acordar (bem) cedo

Esse hábito eu já mencionei em outros artigos. Acordar com o tempo exato que você precisa para se arrumar para sair (ou começar a dar conta das responsabilidades do dia) o coloca em um padrão de pressa constante já desde o começo do dia. Você já começa o dia estressado. Pessoas bem-sucedidas (praticamente todas que eu conheço) acordam muito, muito cedo. Eu acordo entre 5 e 6 da manhã, mas conheço gente que acorda às 4:00. Um ponto importante dessa estratégia é que além da produtividade em si (conseguir dar conta de muito mais coisas antes “do dia começar”), esse é um horário crítico para conseguir produzir sem interrupções. Enquanto o mundo ao seu redor está dormindo, você consegue avançar suas metas sem ser interrompido por ligações telefônicas, mensagens de texto, e-mail, família, ou pessoas abordando-o pessoalmente. Se você precisa sair de casa para trabalhar, você não estará correndo, estabanado para se arrumar, juntar seus pertences, e chegar no escritório a tempo.

3. Planejar o dia

Planejar o dia vai muito além de checar a agenda para ver os compromissos com terceiros. Pessoas produtivas possuem vários níveis de planejamento (por meta, por tempo, por área da vida) e diariamente revisam esse conjunto para organizar as atividades do dia. Fazer isso antes do dia começar ajuda a evitar esquecimentos, mal-entendidos (confundir datas e horários, por exemplo), e define o tom das atividades. Qual será o seu foco hoje? Quais são suas metas para o dia? Quem não planeja o dia acaba desperdiçando-o lidando com urgência e obrigações, ou seja, metas dos outros, em sua maior parte. Esse comportamento conduz a uma avalanche compressora que produz um círculo vicioso de compromissos alternados com atividades de manutenção pessoal (dormir, tomar banho, se alimentar), e ociosidade.

Esse é um hábito fácil de desenvolver, mas precisa ser levado com seriedade, pois é fácil utilizar a agenda de uma forma mais produtiva por uns 2 ou 3 dias e depois entrar novamente nesse círculo vicioso improdutivo.

4. Networking

Pessoas fracassadas sempre dão a desculpa de que não conseguem vencer em sua área ou conquistar seu sonho porque é preciso ter “QI” (“quem indica”) ou “conhecer gente”. Elas falam sobre isso com um certo tom sarcástico e negativo, como se “os outros”, aqueles que conseguem vencer, possuíssem vantagens não disponíveis para elas (nessa área você precisa ter contatos). O que elas não se dão conta é de que essas pessoas não nasceram conhecendo esses contatos. De fato, os casos de gente que é bem-sucedida por “nascimento” não são tão comuns quanto muitos pensam. A maioria desenvolve seu networking ao caminhar em direção às suas metas. Contatos se fazem no dia-a-dia, não é loteria, não é sorte. É claro que conhecemos muita gente que acaba nos ajudando de forma sincrônica e acidental, mas isso acontece com mais frequência com quem está proativamente procurando construir uma rede de contatos.

O hábito de “conhecer gente” e nutrir esses contatos é altamente visível em pessoas bem-sucedidas. O sucesso é geralmente consequência do trabalho conjunto ou ajuda vinda dessa rede de contatos. Agora, o que eu percebo que muita gente não entende é que esse tipo de “ajuda” não vem através de “solicitação fria”, ou seja, você não chega para uma pessoa que você mal conhece (ou não conhece) e pede ajuda. Esse é um dos maiores erros que eu vejo as pessoas cometerem. Pedir ajuda, especialmente sem dar nada em troca, esperando que um estranho o ajude quase que por caridade, é ingenuidade. As pessoas são ocupadas, focadas cada uma em suas próprias metas. Ninguém tem obrigação de ajudar ninguém. Agora, as pessoas ajudam seus amigos e conhecidos. Networking é uma troca constante, você nutre relacionamentos e eles dão frutos. Boa parte do dia-a-dia de pessoas altamente bem-sucedidas envolve regar e nutrir esses relacionamentos.

5. Proatividade ao invés de autovitimização

Nós falamos muito em proatividade por aqui, mas é importante frisar que um hábito que trava a ação é a tendência de pensar de forma autovitimizadora. É como a criança que se nega a limpar a sujeira que o irmão fez (foi ele que sujou! Ele tem que limpar! Não eu!). A pessoa que se autovitimiza tende a não agir porque ela acredita que se seus problemas foram causados por “outros”, são esses “outros” que devem resolvê-los. Culpar terceiros é uma faca de dois gumes. A questão é que não importa “de quem” é a culpa. Se ação da sua parte pode resolver o problema ou melhorar a situação, mãos à obra. É comum em pessoas que se comportam dessa forma apresentarem o que é chamado de “síndrome do justiceiro”, que é a pessoa segurar mágoa e ressentimento contra aqueles que ela acredita que tenham feito alguma coisa para lhes prejudicar (ou que acabou, mesmo sem querer, em desvantagem para elas). Há uma crença de que a justiça precisa ser servida, e isso geralmente significa que o outro precisar fazer o que é necessário para “consertar” a situação ou resolver o problema.

O ideal é não se apegar aos erros dos outros, passar por cima, esquecer a justiça, não importando de quem é a culpa e simplesmente fazer o que for necessário para progredir constantemente, mesmo que você precise injustamente fazer o que os outros não fizeram, corrigir os erros alheios, ou “limpar a sujeira” dos verdadeiros culpados.

Esses 5 hábitos formam um conjunto muito positivo que, uma vez adotado, pode provocar mudanças muito poderosas. Pense no contrário, quais os motivos que levam as pessoas a serem menos produtivas ou não conseguirem alcançar suas metas consistentemente? Geralmente esses motivos estão ligados à:

– Falta de proatividade (não tomar iniciativa, não reagir bem aos acontecimentos, ficar “travado”).

– Má administração do tempo (estar sempre sem tempo para fazer as coisas que seriam necessárias para progredir, se dispersar com coisas inúteis e atividades improdutivas).

– Sonhar demais (e contar pra todo mundo seus planos) sem agir consistentemente em direção aquilo.

– Não investir em networking, mantendo sempre o mesmo grupo de amizades e contatos.

– Se concentrar excessivamente na “justiça” das situações, se negando a solucionar problemas ou tomar atitudes se a “culpa” é de outrem.

Quando esses hábitos improdutivos são corrigidos, a tendência é dar passos largos em direção a uma vida mais bem-sucedida e produtiva.

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9 comentários em “5 super hábitos que podem catapultá-lo para o sucesso”

  1. É interessante, muito até… e aposto que muitas pessoas lendo esse artigo não se dão conta de quão verdadeiro ele é… são coisas aparentemente fáceis de fazer e implementar, mas elas precisam ser hábitos, não só fazer de vez em quando. Se eu pegar aleatoriamente qualquer pessoa bem sucedida que eu conheço e pensar nesses hábitos, a maiorioa deles estão presentes. Ao passo que se eu pensar em pessoas que não obtém resultado na vida, elas falham justamente em alguns desses hábitos. É comum acharmos que o sucesso é questão que está fora do nosso alcance ou é fruto de combinação de sorte com trabalho duro, mas não nos damos conta de quão importante são os hábitos que ditam o nosso comportamento no dia a dia e aqui está! É isso mesmo!

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  2. Olá Fran,

    Gosto de quase tudo que você escreve. Meu trabalho é ajudar jovens africanos a elaborar seus PEPs e implementá-los. Li seus livros e artigos e seus materiais tem me ajudado muito em meu trabalho. Entretanto sinto falta uma espécie de guião para alguém elaborar um PEP de qualidade. Gostaria imenso de desafiá-la a produzir uma obra assim, ou acrescentar ao seu livro ‘Planejamento Estratégico Pessoal’ uma guião como anexo. O que achas?

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