Não confunda os meios com os fins

Franciane Ulaf

Meios e fins

O objetivo central de todo o meu trabalho é, através de ferramentas, mudanças comportamentais e mentais, ajudar meus leitores a atingir suas metas magnas. É bem provável que esse também seja o motivo que o faz se interessar por esses assuntos e ler meus artigos. Todo mundo quer chegar a algum lugar, conquistar alguma coisa, mudar, mas a simplicidade do assunto pára por aí.

A começar pelo fato de que a maioria das pessoas apenas sente que precisa mudar ou chegar a algum lugar, mas não tem idéia do que é ou onde precisa chegar. Ainda mais complicada do que a ignorância dos próprios objetivos é a confusão que se faz entre os fins e os meios. A maioria das pessoas considera como metas coisas que se caracterizam como meios e a confusão nesses casos é ainda maior.

Explicando:
objetivos reais que se caracterizam como fins envolvem você como ser humano em evolução, seu crescimento pessoal ou contribuições sólidas aos outros e/ou à sociedade. Todo o resto são meios para se alcançar esses objetivos ou simplesmente manter a vida. Muita gente considera como objetivo, por exemplo, abrir o negócio próprio. Uma empresa, porém, é apenas um meio para se alcançar outras coisas, jamais um fim! Por exemplo, um negócio proporciona dinheiro, liberdade, empregos, entre outras coisas, mas não deixa de ser um meio, uma ferramenta, uma fonte de recursos para que outros objetivos sejam possíveis.

Ao confundir meios com fins, você fica como uma barata tonta jogando um jogo que nunca acaba, sentindo um vazio cada vez maior, pois as metas alcançadas não provêm a satisfação, a completude que você esperava, justamente porque essas metas são apenas meios, pontes para alcançar outras coisas.

É claro que mesmo fins podem ser vistos como meios dentro de um ponto de vista mais complexo, porém, todos nós temos nossas limitações, tanto de tempo em vida, quanto de capacidade, compreensão e fôlego produtivo. Para cada um de nós, existem alguns fins determinados, metas que resumem nossos “próximos passos”. Essas metas não seriam meios em si, pois ao serem alcançadas, passamos para outros patamares, fechamos ciclos e começamos a olhar adiante para outros fins, os próximos objetivos a serem alcançados.

Esse “fim de ciclo” é que deve ser o critério para determinar se nossas metas são meios ou fins. Abaixo, cito alguns “meios” que são comumente confundidos com fins:

– Negócio próprio: Como discutimos, é apenas um meio, um meio de se sustentar na vida, de obter mais liberdade, de proporcionar empregos, etc.

– Escolaridade: É um meio de aumentar a própria erudição, discernimento, conhecimento, etc. A escolaridade jamais deve ter fim em si mesma. Ser PhD é não é fim de nada, apenas um título, e, no máximo, um meio de ter maior credibilidade acadêmica.

– Casamento: O objetivo magno dos românticos solteiros de plantão que sonham com o final feliz Hollywoodiano. Para os já casados, é óbvio que casamento não representa fim algum – talvez fim de uma fase na vida, mas não do ponto de vista evolutivo que estamos abordando aqui. Tampouco “encontrar um grande amor”, meta também comum, se caracteriza como fim, sendo apenas um meio para uma vida mais equilibrada e completa.

– Dinheiro: Os clichês e o conhecimento popular já se encarregam de dar ao dinheiro sua posição de meio, mas na prática, muita gente (no ciclo interminável de sobrevivência) corre atrás de dinheiro para sobreviver incessantemente, mesmo sem, conscientemente, dar tanta importância para ele.

Ainda podemos citar muitos outros exemplos de meios que são confundidos com fins como o sonho da casa própria, atingir o ápice da vida profissional, ter filhos, enfim, podemos ir longe.

Se os itens citados são os únicos objetivos que você tem, faça uma pausa para reflexão e comece a pensar no sentido de tudo isso. Se essas metas são meios para se atingir um fim, qual é esse fim que você está tentando buscar? Você está apenas robotizado tentando alcançar metas “normais” que a sociedade estabeleceu para você? Você está tentando suprir necessidades emocionais achando que quando alcançar isso ou aquilo você será feliz?

E aí, invariavelmente, vem a fatídica pergunta!

Mas se praticamente tudo o que as pessoas tentam alcançar na vida são meios, o que seriam os fins?

O que eu observo é que os fins geralmente estão ligados a mudanças íntimas e a contribuições que permanecerão além da sua vida. Um fim, por exemplo, pode ser superar uma dificuldade de personalidade que você tem desde criança e que te incomoda muito, te impede de viver a vida com mais intensidade e dar tudo de si naquilo que você faz. Outro fim pode ser aprender e desenvolver alguma habilidade ou talento que você considera importante. Em termos de contribuição, livros, filmes ou qualquer coisa positiva que sobreviverá a você e que permanecerá como fonte cultural ou de conhecimento dentro da sociedade em que você vive e que ao mesmo tempo acrescentará algo à sua evolução pessoal também pode ser um fim.

Eu, pessoalmente, não vejo sentido em dedicar tempo para fazer qualquer outra coisa que não se focar em um fim que tenha real significado. O foco nos meios deve ser sempre relacionado ao alcance do fim. A confusão dos meios com os fins é que causa a robotização da sociedade, tanta gente correndo de um lado pro outro como se estivessem numa missão importantíssima, quando na verdade estão correndo como ratinhos de laboratório sem saírem do lugar.

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38 comentários em “Não confunda os meios com os fins”

  1. eu não tenho outra palavra se não agradecer por mais um artigo de grande importancia. muito bom mesmo.e continue assim, que Deus abençoe cada vez mais sua vida.
    grande abraço
    Deusimar

    Responder
  2. Olá adoro receber seus email,fortalece a maneira de pensar.Eu sou um tipo que tenho meus objetivos e vou em busca deles.No momento minha casa.Tenho 40 anos e namoro um rapaz de 27 anos,vamos construir juntos se Deus quiser.Com relaçao a idade talvez nao possa ter filho,já falamos sobre isto,com filho ou sem filhos vamos ser feliz,vamos trabalhar para nos manter e viver,passear e viajar.A vida nao é so trabalhar,voce consegue algo hoje amanha já quer outro e assim vai ,sem viver e curtir á vida.

    Responder
  3. o que seria realmente um fim se desde pequenos nossos pais nos ensinam que devemos estudar ,trabalhar casar ou formar uma familia e começa tudo de novo,onde quem tem dinheiro pode dar uma educação melhor para seus filhos e os mais omildes estudam como podem mas mesmo assim continua tudo igual,uma piramide sem fim.qual seria o fim ,realização profissional,realização de uma familia ,o que da pra notar que guando uma pessoa consegue todas essas realizações sua vida fica muito repetitiva.Sera que estou errada?

    Responder
    • Olá Noemi!

      Você tocou num ponto nevrálgico da nossa sociedade, a “robotização” quanto ao nosso objetivo na vida.

      Há uma concordância silenciosa e quase que automática sobre o caminho que as pessoas “devem” percorrer na vida: crescer indo pra escola e sendo um bom aluno, de preferência entrar numa boa faculdade, casar, ter filhos, ter sucesso na carreira, comprar a casa própria e assim vai.

      A grande armadilha é que esse caminho “automatizado” não leva ninguém a ser feliz ou conquistar objetivos evolutivos. “Todo mundo” pensa que esse caminho é o certo porque a grande maioria das pessoas não pensa, não raciocina, apenas segue no caminho já trilhado pelos anteriores.

      Somente quem dá uma parada e pensa com lucidez e discernimento é que se dá conta dessa armadilha, sai desse caminho e faz alguma coisa de útil com a própria vida.

      O que não podemos fazer é nos sentir vítimas da falta de esclarecimento que tivemos em nossa fase de crescimento. Nossos pais e professores, em sua maioria, eram pessoas infelizes e incompletas, perdidas nesse caminho “socialmente” correto, sem nunca terem parado para refletir sobre seus objetivos e motivações na vida.

      Vejo que você está questionando o que seria um “fim” dentro ainda dessa perspectiva da robotização. O fim seria o seu objetivo na vida, o seu propósito de vida, sua missão. Só mesmo você pode definir o que é, mas como menciono no artigo, a melhor forma de viver com propósito é evoluir pessoalmente ao mesmo tempo que se contribui com o mundo e a sociedade e isso se faz dando o melhor de si em tudo (excelência pessoal) e deixando de pensar só em você e em seu grupo mais próximo, pensando em como suas habilidades e talentos podem contribuir com o mundo à sua volta e agindo dentro dessa perspectiva.

      Grande abraço!

      Fran Christy

      Responder
  4. muito legal seus artigos, gosto muito de ler.
    Gostaria que vc escrevesse algo sobre gestão fianceira algo assim,sobre gerenciamento de renda,como a pessoa pode controlar gerir melhor sua renda obrigado. abraços.

    Responder
    • Olá Walter,

      Estou trabalhando nesse momento em um novo site sobre gestão financeira pessoal. Quando estiver pronto você e todos os demais leitores serão avisados!

      Abraços,

      Fran Christy

      Responder
  5. Obrigada Fran por esclarecer a diferença entre meios e fins. Se pararmos pra pensar, podemos ver essa diferença, por exemplo, se tenho como objetivo abrir um negócio e aí consigo o que quero, e depois? Por isso não pode mesmo ser considerado um fim, por que sempre virá “o que fazer com isso que consegui?” depois, e aí cria-se um novo “objetivo” e nunca estaremos satisfeitos.

    Responder
  6. Boa tarde

    Excelente oportunidade para reflexão dos objetivos reais que se deve ter.
    Parabens, ja estava preocupado pela demora.
    É excelente ter acesso a essas materias.

    Fica evidente ver pessoas que gastam muito tempo com projetos insignificante enquanto para projetos sólidos dispende poucas horas.

    Agradeço por mais esta materia.

    Franklin Martins

    Responder
  7. Fran,

    Acompanho você a um bom tempo, mas desta vez vou te dar um puxão de orelha…

    Quer dizer que família e filhos são meios?

    Fui ao enterro de um sapateiro. Ele dedicou-se a vida toda, trabalhando na sapataria, a dar um futuro melhor a seu filho. Ele não escreveu um livro. Não dirigiu um filme. Não fez nada de grandioso para a Humanidade. Mas quem dera, quando eu morrer, que meus filhos chorem compulsivamente como o filho do sapateiro. Eu invejo o sapateiro.

    Quer dizer que o sentido da vida é dedicar-se totalmente aos filhos? Esse era o sentido da vida PARA O SAPATEIRO. Cada um tem o seu.

    Mas qual é o sentido da vida, afinal? Para mim, o sentido da vida é imaginar-se com 80 anos e sentir orgulho da vida que viveu.

    E como sentir orgulho da vida? Vivendo de forma digna, humana, tomando as decisões corretas, amando, fazendo coisas que entendo que sejam importantes. As “missões” ou objetivos são de acordo com o momento, sempre seguindo estas premissas. Pode ser cuidar de seu avó, dando conforto e dignidade até ele morrer. Pode ser pedir desculpas. Pode ser escrever um livro sobre algo que você ache importante. Você sempre pode escolher como agir, em qualquer tempo ou situação. Sinta orgulho das decisões que tomou e de como usou seu tempo.

    E sobre a felicidade? A felicidade é como fazer cócegas. Não dá para fazer cócegas em você mesmo. Para ser feliz, deixe quem você ama feliz.

    Um abraço,

    Julio.

    Responder
    • Olá Julio,

      Acredito que família e filhos não podem ser colocados como fins. Vejo que muita gente faz isso e o resultado é um grau de expectativa enorme em cima do(a) parceiro(a) e dos filhos como se esses tivessem a obrigação de fazerem a pessoa feliz, orgulhosa, etc.

      Se o casamento ou os filhos são fins, a pessoa fica naturalmente esperando que o(a) parceiro(a) e os filhos preencham os espaços vazios em sua vida, espaços esses causados pela falta de propósito e dependência emocional.

      Muita gente tem filhos para que esses “preencham” suas vidas, os façam felizes e orgulhosos e essa é justamente a raiz dos conflitos entre pais e filhos, pois os filhos crescem e querem ter vida própria, não viver para fazer os pais felizes, assim como querem fazer escolhas que os satisfaçam pessoalmente, não escolhas que façam os pais orgulhosos.

      Pais que têm filhos como “fins” em suas vidas são controladores e superprotetores, já que inconscientemente essas pessoas acreditam que os filhos só existem para tornar suas vidas mais completas e felizes.

      Pessoas que entram em relacionamentos amorosos achando que o casamento é um “fim” colocam tantas expectativas em cima da outra pessoa que acabam destruindo o relacionamento.

      Eu acredito que “fins” estão relacionados somente à sua pessoa, uma vez que outras pessoas estejam envolvidas, você tem no máximo um meio de aprendizagem, crescimento, evolução, justamente o que a família proporciona.

      Grande abraço,

      Fran Christy

      Responder
      • Adorei chegar até aqui! Estou descobrindo uma jóia de pensamento que é: Não dependa do mundo para ser feliz”. É isso minha cara Fran Christy?

        Responder
  8. ASSIM COMO A GRANDE MAIORIA FRAN, EU TAMBÉM VIVO ATRÁS DO MEU PROPÓSITO DE VIDA.ADOREI SEU ARTIGO FOI DE CERTA FORMA PARA MIM, ILUMINADOR , ESCLARECEDOR , CLARO E OBJETIVO . OBRIGADO!
    BOM, TENHO 33 ANOS E ME ENCONTRO EM UMA FASE DO TIPO OU VAI OU RACHA RS… TENDO CONVERSAS COMIGO MESMO NA BUSCA PELO MEU PROPÓSITO DE VIDA; MINHA VOCAÇÃO PROFISSIONAL O QUE EU QOSTO DE FAZER OU O QUE FARIA DA VIDA SE NÃO PRECISA- SE DE TRAB EM EMPREGOS QUE NÃO GOSTO POR UM SALÁRIO MENSAL . ENTÃO LÁ VAI MINHA PERGUNTA VISTO QUE TAMBÉM É UM MOTIVO PELO QUAL ,ESSE ARTIGO PARECIA ESTAR ESPERANDO PARA QUE EU O LÊ-SE . QUE PERGUNTAS EU POSSO FAZER A MIM MESMO PARA QUE POSSA ESTAR MAIS PERTO DO MEU PROPÓSITO DE VIDA, VOCAÇÃO OU FELICIDADE ? POIS ESSE É O OBJETIVO EM QUE MAIS PENSO NO PRESENTE . OUTRA PERGUNTA: TESTES VOCACIONAIS AJUDAM MESMO ? OU É PURA PERCA DE TEMPO ? JÁ FIZ ALGUNS PELA INTERNET, PORÉM , CADA VEZ FICO MAIS CONFUSO . HELP , HELP – ME RS… MAIS UMA VEZ MEU SINCERO . MUITO OBRIGADO FRAN CRISTY!

    Responder
    • Olá Márcio,

      Veja na seção assuntos aqui nesse site o tema “propósito de vida”, você verá diversos artigos e seções de perguntas e respostas que esclarecerão muitas dúvidas sobre esse tema.

      Quanto aos testes vocacionais, não acho que eles funcionam não. Em termos de propósito de vida, nem sempre sua missão está ligada a algo profissional ou algo em que você tenha talento. Seu propósito de vida não é necessariamente sua carreira profissional.

      Uma dica: Para chegar mais perto do seu propósito, pense em algo que sempre te interessou de alguma forma a vida inteira e desvincule a idéia de que você precisa “ser bom” naquilo ou ter talento. Habilidades muitas vezes enganam, o que você precisa ver mais é a motivação, o interesse.

      Abraços,

      Fran Christy

      Responder
  9. Esta confusao sempre existiu, mas tambem sei que muito da correria e metas sao o que temos de fazer, para sustentar o dia a dia. Passei parte da vida correndo atras do que tenho de fazer, agora estou me perguntando o que quero e onde estou indo. Mas nao e facil. Gostei muito de ler neste momento o artigo.
    Grata.

    Responder
  10. ola, achei maravilhoso este artigo, considero esse assunto importnatissimo para melhorar nossa qualidade de vida, pois entendo que encontrando um fim em um objetivo em foco consequentemente encontramos a satisfação. Parabens e continue me enviando seus e-mails. Muito agradecida.

    Responder
  11. Olá Fran!
    vamos ver se entendi,
    no momento estou superando omedo e a insegurança
    que me acompanhan desde a infancia.tendo superado isso chegou o fim disso. e asim por diante .Seria isso então?

    Responder
  12. Fran, como já comentei em outro texto, acho hipocrisia nossa achar estes objetivos!

    O objetivo é dinheiro!

    Casar? Ter filhos? ser solteiro? viver viajando? Cada um gosta do que quiser.

    E para fazer o que quiser esta pessoa precisa de dinheiro!

    O objetivo final de todos é dinheiro, mesmo que falem o contrário. E posso provar isso a quem quer que seja.

    Dinheiro é tudo.

    P.S: Você já foi pobre? acho que não!

    Não estou de desrespeitando falando tudo isso, apenas sou extremamente sincero e isso a MAIORIA não é, quero ver também se você tem a humildade de aceitar as opiniões de um AGNÓSTICO SINCERO.

    Responder
    • Olá

      Muito Bom seu texto, traz a resposta para muitas questões, entre elas o vazio depois de uma bem sucedida empreitada em que conseguimos algo que tanto valorizamos, amar é maravilhoso mas traz a motivação plena para que eu viva plenamente todos meus momentos? ter dinheiro facilita muita coisa, mas por si só não me dá o suporte que necessito para viver valorosamente. Sentir cada momento da minha vida e fazer naquele instante o que me é possivel com amor, carinho, dedicação, sem cobranças e compreendendo meu valor, dentro das minhas perspectivas isto faz com que eu me sinta muito bem.
      Obrigado pelo seu texto, simples e de uma clareza fundamental.

      Responder
    • Sinto que houve apenas um pequeno equívoco de significados. Quando a Fran disse que o dinheiro não é o fim, ela tinha razão. Porque se o dinheiro fosse o fim, seria assim: – Eu faria de tudo para conseguir muito dinheiro, então pegaria todo o dinheiro, encheria uma piscina olímpica e ficaria o resto da minha vida nadando em dinheiro literalmente, pois já teria conquistado tudo o que eu queria. Agora, se eu usar esse dinheiro para fazer qualquer outra coisa, então ele se torna um meio pelo qual eu busco outras coisas. Concorda?

      Responder
      • E onde está o equívoco?! Leia bem sua resposta! Você simplesmente repetiu o que a autora disse! Ela disse que “o dinheiro não é o fim” no sentido de que é um “meio”, exatamente o que você disse. Então nào entendi o que você achou que estava errado…

        Responder
  13. Pra falar a verdade.

    Eu sinto MUITA INVEJA de pessoas como você e o Tim Ferriss.

    E as pessoas aqui que não me venham com estas conversas furadas de Deus e não sei mais o que, que ná prática não levam a lugar algum!

    Aliás, a única lógica de eu comentar aqui é tentar descobrir como você consegue ganhar dinheiro!

    Vai que você Fran simpatiza com minha SINCERIDADE e me conta alguns segredos!

    Até mais.

    Responder
    • É só parar de sentir inveja e começar a sentir amor e admiração. Copie o modo como essas pessoas de sucesso pensam, que você passará a pensar como elas e conquistará o que elas conquistaram.

      Responder
  14. O artigo me ajudou a organizar minha mente pois na prática, todos os desejos de conquistar as coisas que vc citou e outras ainda, nunca foram um fim. Mas, vejo que a maioria das pessoas agem assim, o que mais detesto é quando parte para o campo dos relacionamentos, vc só é reconhecido se tiver o que oferecer em termos materiais, ou beleza, vivemos num mundo hipócrita, engessado e eu te agradeço por confirmar que estou no caminho certo, colocando meus valores mais nobres antes dos meios, pautando meus relacionamentos pelo amor, olhando para dentro das pessoas e não para o que elas tem a oferecer. Não tenho outras palavras, a não ser, MUITO GRATA. Vou orar pelo seu trabalho, sinto que vc sabe fazer o que se propõe e é honesta consigo mesma e com seus leitores.Abraços.

    Responder
  15. Fran, vc é d +!
    Acabo de descobrir que meus fins eram apenas meios.
    Passei uma vida almejando fins que no entanto foram meios de sobrevivência. Satisfações, elevação de ego pessoal.
    Valeu. Como sempre “tirando o chapéu pra você”!
    Um abraço.
    Carmen

    Responder
  16. Boa Noite Fran, Adoro ler sempre o que você escreve, gostaria que vc me ajudasse em algum conselho, moro numa cidade do interior de MG, aqui a gente e cobrado a trabalhar por um salario realmente humilhante, sem falar que a vida que vivo não tem graça nao tem sentido, e automatico, gostaria de sair dessa monotonia, e viver a vida, gostaria de obter conhecimentos para poder deslanchar-me tanto na minha vida pessoal e profissional, desde ja agradeço o espaço.

    Atenciosamente,

    Samuel Silveira

    Responder
    • Olá Samuel,

      Eu sou uma grande defensora da liberdade máxima, como você pode perceber em meus textos! Trabalhar para os outros não é uma alternativa que eu sequer considero e nem recomendo. Você sempre pode abrir seu próprio negócio e ainda com a facilidade que a internet nos oferece hoje em dia, onde você mora é o de menos, a internet permite que você tenha um negócio global administrado de sua casa no interior de MG. Não sei o quanto você conhece sobre o meu trabalho, mas te indico o site Empreendedorismo Online, onde discuto as possiblidades de negócios na web. O livro “Trabalhe 4 horas por semana” de Timothy Ferriss também é uma leitura indicada que ajuda a destruir muitos mitos sobre o trabalho e re-construir uma nova forma de pensar.

      Abraços,

      Fran Christy

      Responder
  17. Achei muito interessante o artigo, e gostei bastante dos comentarios, penso que a forma como se debate as opnioes e circunstacias da vida de cada um, gera pra mim um grande crescimento. AO Samuel, eu também sou de MG (interior ) e me mudei pra SP em busca de um futuro melhor. Hoje estou com 33 anos e me bateu uma duvida cruel, que momento é esse da minha vida, onde estou perdendo os meus objetivos, pois ja alcansei partes das minhas metas. E agora?! sempre me pego pensando nisto, o que quero daqui pra frente? acho que é a crise dos “33”
    fiz graduaçao, pos graduaçao, estudo idiomas, varios curcos, casei, descasei, casei de novo, ainda não tenho filhos e segue uma dúvida: que caminho seguir daqui pra frente…

    Responder
  18. Olá Fran Christy

    Deixar um legado será um fim? E como posso encontrar esse legado?

    Os artigos são maravilhosos e esse pricipalmente me mostrou o quanto estou automatizado(Robotizado), pois achava que ter empresa, familia, filhos, estudo elevado entre outros citados neste artigo eram o fim que estava buscando e você relamente desmorounou no bom sentido o que estava a pensar.

    Responder
  19. Oi Fran! muito bom o artigo! Mais uma vez parabens…tenho 46 anos e so agora pude dedicar um pouco a mim mesma… depois dos filhos criados e formados…casamento, um fracasso! Passei no vestibular pra Direito, inicio em ago/11…tenho me questionado quanto ao fim que desejo alcançar. Nada mais do que meu crecimento pessoal e evolutivo, fico pensando como posso contribuir com a sociedade num todo, como ajudar as pessoas…muito bem colocado no artigo…beijos..Ana

    Responder
  20. Não tenho palavras pra dizer só agradecer, parabens Fran realmente fantástico, depois desta matéria e que vejo como estamos mecanisados neste mundo e onde esta a criatividade?
    sera que deu o lugar para individualidade, nos seres humanos
    não temos limites, porem somos campeões em da disculpas e colocar travas no nosso caminho.

    Responder
  21. Concordo com o Sr. Eduardo Says!

    Sem dinheiro nada feito!

    E quanto a sociedade “robotizada”, não me atreveria tirar meu filho dela, nem recomendo a literatura aqui proposta para ele, imagina aos 15 anos ja era programador de sistemas, se ele ler algo como aqui sujerido, larga tudo, e ai???
    Gente na vida não importa meios nem fins, que importa é a maneira que vc consegue para chegar lá. Quanto a ganhar dinheiro, não existe receita, como fazer esse bolo, todos temos chance. Segundo T.HARV EKER,ninguem quando vem ao mundo, é carimbado para ser pobre ou rico.
    Cara Fran! me defina em poucas palavras o que é para você a felicidade?
    obrigado

    Responder
  22. Olá Fra. Primeiro, parabéns pelas suas matérias.. tem me ajudado muito!

    Tenho 18 anos e sou dono de uma agência de publicidade, comecei a trabalhar muito cedo. Uma dificuldade grande que tenho é baixa auto-confiança. Então, procuro todos os dias acordar e vencer isso tentando ser bem-humorado, não levar as coisas para o pessoal e etc…

    As vezes duvido o meu esforço gigantesco para alcançar o sucesso profissional, mas isso me corrompe muito! Acredito que também não conseguiria ficar sem trabalhar por muito tempo, faz parte de mim.

    As pessoas em minha volta são extremamente individualistas (meus sócios), talvez seja esse o motivo de tanta infelicidade.

    Acredita que eu deveria enfrentar um novo desafio, outro negócio que me traga satisfação? Tenho medo de tomar essa atitude, e por não vencer esse meu problema atual isso vir a acontecer no futuro.

    Tenho uma boa família, um bom desempenho entre as mulheres e amigos.

    Obrigado!
    Danilo

    Responder
  23. Fran Christy, tudo o que eu gostaria de escrever no meu comentário, os leitores do seu maravilhoso site, já escreveram.
    So me resta, ratificar os raciocínios expostos acima e assinar embaixo. Parabéns!!
    Abraços. Ivan Brafman

    Responder
  24. Fran Christy, entrei na internet, para buscar uma direção na vida, desde jovem, eu nunca dei importância, a coisas, nunca pensei no meu futuro, sempre quis saber de sair beber, e deixar as responsabilidades pra la, mais hoje tenho 26 anos estou com a cabeça atribulada, quero mudar minha vida, hoje quero tomar um rumo na vida mais não tenho noção por onde começar, não consigo me achar profissionalmente, não sei o que quero não consigo definir o que gosto, queria muito ser uma pessoa resolvida na vida, saber o que quero, me encontra profissionalmente, parabéns pela sua inteligencia muito bom ler seus artigos.

    Responder
  25. Gostaria de contribuir com um poema de Ferreira Gullar, pelo qual, desde minha adolescência sou apaixonado, e acredito ser muito coerente com mais este excelente texto…

    A vida bate

    Não se trata do poema e sim do homem
    e sua vida
    – a mentida, a ferida, a consentida
    vida já ganha e já perdida e ganha
    outra vez.
    Não se trata do poema e sim da fome
    de vida,
    o sôfrego pulsar entre constelações
    e embrulhos, entre engulhos.
    Alguns viajam, vão
    a Nova York, a Santiago
    do Chile. Outros ficam
    mesmo na Rua da Alfândega, detrás
    de balcões e de guichês.
    Todos te buscam, facho
    de vida, escuro e claro,
    que é mais que a água na grama
    que o banho no mar, que o beijo
    na boca, mais
    que a paixão na cama.
    Todos te buscam e só alguns te acham. Alguns
    te acham e te perdem.
    Outros te acham e não te reconhecem
    e há os que se perdem por te achar,
    ó desatino
    ó verdade, ó fome
    de vida!

    O amor é difícil
    mas pode luzir em qualquer ponto da cidade.
    E estamos na cidade
    sob as nuvens e entre as águas azuis.
    A cidade. Vista do alto
    ela é fabril e imaginária, se entrega inteira
    como se estivesse pronta.
    Vista do alto,
    com seus bairros e ruas e avenidas, a cidade
    é o refúgio do homem, pertence a todos e a ninguém.
    Mas vista
    de perto,
    revela o seu túrbido presente, sua
    carnadura de pânico: as
    pessoas que vão e vêm
    que entram e saem, que passam
    sem rir, sem falar, entre apitos e gases. Ah, o escuro
    sangue urbano
    movido a juros.
    São pessoas que passam sem falar
    e estão cheias de vozes
    e ruínas . És Antônio?
    És Francisco? És Mariana?
    Onde escondeste o verde
    clarão dos dias? Onde
    escondeste a vida
    que em teu olhar se apaga mal se acende?
    E passamos
    carregados de flores sufocadas.
    Mas, dentro, no coração,
    eu sei,
    a vida bate. Subterraneamente,
    a vida bate.

    Em Caracas, no Harlem, em Nova Delhi,
    sob as penas da lei,
    em teu pulso,
    a vida bate.
    E é essa clandestina esperança
    misturada ao sal do mar
    que me sustenta
    esta tarde
    debruçado à janela de meu quarto em Ipanema
    na América Latina.

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