Uma dica de felicidade de Aristóteles

Carlin Flora

Você sabe a diferença entre felicidade e prazer?

Pergunta rápida: se você pudesse viver dez anos de sua vida em paz e felicidade completa – sem problemas ou dor alguma – mas, ao final, não pudesse se lembrar de nada, você o faria?

Segundo Aristóteles, a resposta deve ser NÃO.

Meu filósofo favorito, Aristóteles diz que a felicidade é obtida ao se ganhar perspicácia e se tornar a melhor pessoa que se pode ser. Caso contrário, você está apenas tendo um prazer imediato de gratificação – que é passageiro e não faz você crescer como pessoa.

De certa forma, o cenário acima proposto é uma descrição de alguém que bebe ou usa drogas até se esquecer de tudo. No momento, parece que você está evitando a dor e buscando a paz, mas a longo prazo, você não está realmente aproveitando a vida real – com todos os seus altos e baixos, que dão a você a perspicácia necessária e as experiências excitantes que farão você crescer e saber mais sobre você mesmo, sobre o que você gosta e de quem você realmente gosta!

Aristóteles tem uma citação maravilhosa relacionada a esse assunto:

“Nós vivemos de feitos, não de anos; de pensamentos, não de respirações; de sentimentos, não de números em mostradores de relógios. Nós devíamos medir o tempo em pulsações do coração. Vive mais aquele que pensa mais, tem os sentimentos mais nobres, age da melhor forma possível.”

Tradução: eu creio que Aristóteles queria dizer que a vida tem altos e baixos. Não existe um “alto” eterno. Infelizmente, a vida às vezes parece algo como: baixo, baixo, baixo, alto rápido, mais baixo, baixo, baixo. Mas todo “baixo” sempre oferece a oportunidade de sentir um novo sabor de pensamento e um novo sabor de emoção. Quanto mais sabores você conseguir experimentar na vida, mas interessante, diverso, educado, autodesenvolvido, experiente e poderoso você será!

Dando continuidade a essa linha de pensamento, Aristóteles acreditava que a maior forma de conhecimento é a perspicácia – porque é o único conhecimento que leva ao crescimento – e chegar ao seu potencial máximo é o que leva à verdadeira felicidade.

Por isso, Aristóteles acreditava que a razão pela qual tantas pessoas são infelizes é porque elas continuam confundindo estupidamente “prazer” com “felicidade”. “Prazer” é simplesmente gratificação momentânea – do seu corpo/ego. “Felicidade” é a busca pelo autocrescimento de longo prazo como um indivíduo próspero – é nutrir a sua alma.

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15 comentários em “Uma dica de felicidade de Aristóteles”

  1. O fato de sentir-se feliz ou infeliz,depende de si próprio,as pessoas se confundem felicidade relativa com felicidade absoluta.Felicidade relativa é todos os tipos de prazeres e satisfações que sentimos com algo de nosso ambiente ou seja ,coisas externas de nossa vida,coisas como alimentos ,amor,dinheiro ,vida profissional vitoriosa,ter as pessoas que vc ama perto de você e etc…
    A felicidade absoluta depende da missão que vc escolheu pra si e se você está levando-a à plena realização,parte de um principio de que o nosso Eu essencial é eterno,e que o simples fato de estar vivo já é uma imensurável felicidade. A felicidade não é a ausência de sofrimento,dependendo do seu estado de vida interno você pode ser feliz no inferno. Aristóteles conhecia essa sabedoria e praticava em sua vida, aliás todas as pessoas de grande vitória na vida como Fran Christy e outras mais conhecem de alguma forma esse principio.

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  2. Realmente verdade…….hoje o ser humano busca muito mais prazer achando que isso é a felicidade….e realmente não é…….prazer são momentos que vem e uma hora se vão…..

    Muito bom o texto.

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  3. Pensamentos, sentimentos, pulsações do coração de uma vida vibrante e vivida intensamente essse no meu modo de pensar é o processo de felicidade que me faz Ser no instante em que Estou. Acredito que a felicidade esta na sala de espera da felicidade…também diria NÃO a pergunta.

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  4. A vida não tem sentido se as lembranças da nossa infancia, no momento na escola, faculdade, o primeiro amor, tudo isso nos traz sorriso, alegria, viver é relebrar o passando onde estavamos e onde estamos agora. Não nenhum sentido se apagar a nossa memoria. VIVER É RELEMBRAR

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  5. Felicidade independe de bens materiais ou de desejos satisfeitos, ela é um estado de espírito. Eu decido ser feliz e nada exterior vai impedir que eu seja feliz, porque se eu olho e vejo em volta todas as coisas maravilhosas que Deus criou para delas desfrutarmos independente de qualquer coisa eu me torno feliz e assumo esse estado de espírito. Eu vejo, eu ouço, eu falo, eu posso sentir, andar, amar e ser amado, ter gratidão. Logo sou infinitamente feliz.

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  6. Crescer, amadurecer, evoluir dói… mas é o que realmente traz a felicidade, pois quando se descortina aos nossos olhos realidades, pensamentos e sentimentos, há um prazer interior que nossa busca é constante.

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  7. Prazer e alegria são estados de espirito, por vezes confundidos com a felicidade. Se procuramos viver um dia de cada vez, construindo e cultivando pensamentos bons que nos favoreçam sentimentos saudáveis, certamente chegaremos a esse estado mais pleno que chamamos felicidae! O prazer é efemero; fugaz. A felicidade, pode ser também. Mas se observarmos bem,os momentos felizes são inesquecíveis, geralmente construidos através do amor!

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  8. Para pensarmos: as vezes a lembrança feliz de ontem é a tristeza de hoje… Como dizer para uma mãe que perdeu um filho que é preciso ver beleza em tudo? Como não passei por isso, posso até dizer que existem mulheres que nunca conseguem ser mães, e que a felicidade de ter uma pessoa tão amada ao lado é algo para agradecer por simplesmente ter acontecido. Mas, será que eu teria a alma tão leve para suportar algo assim? Para mim, felicidade são momentos, inclusive os momentos em que olhamos para trás e percebemos que sobrevivemos aos acontecimentos ruins e lembramos que hoje somos melhores por isso. E é claro, quando lembramos de tudo o que nos fez e faz felizes, mesmo que por alguns momentos. Essa é a grande “desculpa” dos usuários de drogas. Viver o momento… isso pode ser lindo, mas pode também se perigoso. Viver o momento é bom quando se tem equilíbrio. Este equilíbrio é capaz de nos fazer sentirmos felizes por muito mais tempo. Abraços

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    • Olá Ana,

      Oportuno o seu comentário. Acredito que seja muito importante que as pessoas compreendam que “viver o momento” da forma como a Fran ensina não significa “curtir”, pelo menos não da forma como as pessoas associam o termo “viver o momento” com prazer e sensações momentâneas. Venho estudando os textos da Fran Christy há mais de 10 anos e até levou um tempo para cair a ficha na minha cabeça e entender que o que ela quer dizer com “viver intensamente” está muito mais relacionado à capacidade madura de manter a sua atenção no momento presente, quer ele represente prazer ou dor, do que ser um porra louca que vive a vida adoidado, o que no fundo é desperdiçar o precioso tempo em vida.

      Vejo que as pessoas tem muita dificuldade de entender esse ponto e quando as pessoas dizem que estão em “busca da felicidade”, o que elas querem é um mar de despreocupação, prazer e conforto, justamente o contrário do que elas deveriam perseguir!

      Abraço a todos!

      Amanda

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  9. EXATAMENTE!!!!!!! A NOSSA CAPACIDADE DE DISCERNIR É QUE NOS FAZ MELHORES A CADA DIA E CONSEQUENTEMENTE MAIS FELIZES!!!! EM TODOS OS MOMENTOS DE NOSSA CAMINHADA ESTAMOS PROPENSOS A CRESCER SEJA NOS MOMENTOS DE DOR OU DE ALEGRIA,BASTA QUERER VER!!!

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  10. Acredito que a felicidade só depende de nós. A vida é uma trajetória a ser percorrida, repleta de surpresas, encantos, belezas, dificuldades e riscos. Viver é enfrentar os obstáculos com coragem e fé. Por isso somos convidados a lutar por um mundo repleto de amor, paz, justiça e solidariedade.E ser feliz é entregar a nossa vida em favor dos nossos irmãos.
    Excelente artigo!E o Aristoteles foi um ser maravilhosos, grande sábio que deixou um grande acervo para a humanidade.

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  11. Maravilha!
    Toda esta leitura me fez lembrar o grande sábio Sócrates, mentor dos grandes questionamentos para o bem viver.
    ” A vida sem reflexão não merece ser vivida”

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