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Essa pergunta permeia o pensamento de qualquer pessoa em idade ativa com ambição de conquistar mais do que o necessário para pagar as contas e sobreviver. Seja qual for o seu sonho, seja qual for o nível de sua ambição, aposto que, em momentos de dificuldade e frustração, também já passou por sua cabeça a massacrante dúvida: “Por que é que certas pessoas conseguem ser bem sucedidas e eu ainda estou aqui comendo poeira?”.

Milhares, talvez milhões de livros já foram escritos sobre o assunto. Aristóteles, antes de Cristo, já falava sobre isso. Será que esses livros “não funcionam”? Será que falta colocar em prática o que está nos livros? O que falta para tanta gente bem intencionada e trabalhadora alcançar o sucesso?

Napoleon Hill, em sua famosa obra Pense e Enriqueça (o título é um pouco enganoso, já que o propósito do livro está longe de ser ensinar como “pensar e enriquecer”!), menciona tal “segredo” – segredo este que não pode ser mencionado, não pode ser explicado, não pode ser evidenciado, somente pode ser percebido, compreendido pelo próprio leitor.

A atitude de Hill de não revelar o suposto segredo do sucesso vem gerando controvérsia desde que o livro foi publicado pela primeira vez, em 1937. Muitas pessoas alegam que Hill estafa blefando, que não existe segredo algum, por isso ele não poderia mencioná-lo. Outros dizem que, como o autor era apenas um entrevistador e não uma pessoa de real sucesso, jamais poderia saber o tal segredo e, por isso, enganou os leitores dizendo que não poderia mencioná-lo.

Controvérsias à parte, meu objetivo aqui não é realmente discutir a obra de Napoleon Hill! Um dos assuntos que estou pesquisando e desenvolvendo no momento é a atenção e sua função no aproveitamento do tempo, que é o assunto central do projeto Carpe Diem. Mas o que atenção tem a ver com isso tudo? O assunto da atenção me levou a pesquisar a perspicácia, ou seja, a capacidade de algumas pessoas de pegar as coisas “no ar”, de ler nas entrelinhas, de deixar a ficha cair rápido. Você já ouviu o ditado: “Para bom entendedor, meia palavra basta”? Pois é, esse é o indivíduo perspicaz! Ele entende as coisas sem precisar de muita explicação, ele “saca” as coisas rapidamente.

O estudo da perspicácia me trouxe de volta às questões de sucesso e fracasso. Enquanto a pessoa perspicaz – o “bom entendedor” – entende com meia palavra, o “mau entendedor” não entende nada, nem com um livro inteiro de explicações! Esse raciocínio me levou ao exemplo do livro de Napoleon Hill e toda a sua controvérsia gerada por todos os “maus entendedores” que leram e releram o livro e nunca conseguiram “sacar” o segredo!

Numa analogia um pouco solta, é como a pessoa tímida e sem graça que quer ser popular, engraçada, sagaz, rápida com as palavras. Essa pessoa lê tudo em que consegue pôr as mãos sobre como mudar seu jeito de ser. Os livros contêm exercícios, dicas, direcionamentos, mas, por alguma razão, ela continua sendo tímida, sem graça e devagar. O problema não está exatamente nos livros, mas na capacidade da pessoa de deixar “cair certas fichas”, de “entender o espírito da coisa”. Ser engraçado, ter a capacidade de contar piadas e manter diálogos afiados exige certa perspicácia, uma postura que o tímido não tem e não compreende. Isso não quer dizer que ele não possa aprender e, de fato, muitos piadistas e humoristas famosos são “ex-tímidos” que aprenderam a ser engraçados.

Num outro exemplo frouxo está a legião de homens que consomem literatura sobre como conquistar as mulheres. Eles lêem livros, fazem cursos, assistem a DVDs com “ensinamentos”, mas, no final das contas, se vêem comendo poeira e olhando os garanhões com todo seu charme irresistível conquistarem quem eles quiserem. As perguntas que ficam na cabeça dos que tentam e são jogados para escanteio são: “O que esses caras têm que eu não tenho? O que eles estão fazendo que eu não consigo fazer?”.

No fundo, esses dois exemplos são comparáveis às dúvidas que ficam na cabeça daqueles que estudam sobre sucesso, mas não conseguem sair do lugar. Falta a perspicácia para deixar cair a ficha e entender o espírito da coisa.

Quem entende o segredo no livro Pense e Enriqueça sabe que, realmente, Napoleon Hill não poderia explicitá-lo. O segredo não é algo que poderia ser relatado, escrito num livro, exposto em palavras. O máximo que se pode fazer – e foi exatamente o que Hill fez – é analisar os pontos-chave da personalidade e comportamento daqueles que tiveram sucesso em sua época e enumerar essas características e práticas. No entanto, tudo isso, se colocado em prática, ainda não garante o sucesso de ninguém, o que garante é… o segredo! O segredo é uma postura mental, mas isso é tudo que pode ser dito sobre ele. Talvez possamos, também, acrescentar que essa postura mental “secreta” é algo que torna essas pessoas capazes de colocar em prática tudo o que se encontra nos livros sobre sucesso e de manter as características como determinação, persistência e foco.

Eu sei que você está decepcionado comigo agora, mas não há mais o que eu possa fazer para explicar esse assunto! Tentar entender o segredo do sucesso de forma intelectual é como tentar aprender a ser engraçado ou aprender a conquistar as mulheres lendo e refletindo sobre o assunto. Também não consigo (ainda) encontrar uma forma certeira de ensinar perspicácia! O que posso fazer é justamente o que estou fazendo neste artigo: identificar o problema e apontar-lhe a direção correta. Se lhe falta a perspicácia para deixar “cair as fichas” necessárias para que você possa mudar sua postura mental, comece por questionar e mudar as bases do seu pensamento. Aprofundo mais este assunto no artigo: Como mudar sua forma de pensar para gerar mais sucesso em sua vida



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