A ilusão da perfeição: como o perfeccionismo destrói a autoestima e retarda o sucesso

Franciane Ulaf

A ilusão da perfeição: como o perfeccionismo destrói a autoestima e retarda o sucesso

Com que frequência você se autossabota em nome de uma busca incansável pela perfeição?

Ainda não! Estou me preparando! Preciso aprender mais! Não está do jeito que eu quero…

Essas são algumas das frases que jogamos para justificar nossa hesitação, dar explicações sobre os motivos de ainda não termos feito ou concluído algo que começamos. A intenção é sempre a mesma: causar uma boa impressão, fazer tudo “certinho”, “pra ninguém reclamar”, evitar críticas…

O perfeccionismo é um tipo de ansiedade, uma insegurança, um medo de que ao não ser percebido como absolutamente perfeito, seu valor próprio poderá ser ameaçado. Nem todo mundo “que se acha” perfeccionista realmente é! O perfeccionismo é uma patologia psicológica, a pessoa que simplesmente é cuidadosa, atenciosa e detalhista, mas não sente ansiedade para com a percepção alheia em cima de sua performance e resultados, NÃO É perfeccionista!

Uma das maiores armadilhas do perfeccionismo é que muitas pessoas veem esse traço como qualidade, dificultando ainda mais a percepção do perigo que esse mecanismo implica. Algumas pessoas se sentem orgulhosas ao afirmarem que são perfeccionistas, como se quisessem dizer “vejam como eu sou uma pessoa cuidadosa, caprichosa, detalhista e que só faz as coisas perfeitas!” Mas como disse, nem toda pessoa com esse perfil é realmente perfeccionista, mas por outro lado, o perfeccionismo em si não é uma qualidade.

Não é preciso muito esforço para perceber as origens deste comportamento: insegurança e orgulho.

A pessoa perfeccionista tem medo de opiniões negativas, por isso entra em pânico com a mera possibilidade de que seu desempenho possa eventualmente não ser impecável. Nesse processo, ela adia por muito mais tempo do que o necessário a execução ou exposição do que está preparando, numa tentativa de se preparar mais ou de aperfeiçoar o resultado e evitar qualquer tipo de crítica.

Essa insegurança nasce do orgulho, que também alimenta a noção de que os outros precisam percebê-lo como criatura magna, muito superior a qualquer possibilidade de imperfeição.

Pessoas assim têm muita dificuldade de receber feedback. Qualquer devolutiva sobre seu desempenho ou resultados é vista como sinal de que a perfeição não foi alcançada e como essas pessoas associam perfeição com valor próprio, a crítica bate em sua autoestima, dilacerando o senso de amor próprio. “Se os outros evidenciam minha imperfeição, então isso significa que eu não tenho valor algum.”

Esse comportamento leva a birras, mau humor, depressão, conflitos e mágoas. O perfeccionista não aceita crítica de ninguém, mas nem sempre ele confronta o outro, muitas vezes guardando mágoa e se voltando contra si mesmo, prejudicando a autoestima.

Com o tempo, a pessoa perfeccionista vai produzindo cada vez menos na vida para não arriscar se expor e acabar recebendo críticas. Muitos perfeccionistas são tímidos, já que a exposição social leva naturalmente a um maior risco de críticas e “vexames”.

O nível de perfeccionismo é medido pelo grau de ansiedade e preocupação com a finalização e “entrega” dos resultados. Isso pode ocorrer no trabalho, gerando estresse e postergação e pode ocorrer na vida pessoal também, como no início de um relacionamento quando pode haver uma expectativa de que o outro nos veja como homens ou mulheres sem qualquer defeito. Em ambos os casos, há uma crença incorreta de que os outros “devem” estar esperando por perfeição da nossa parte e que estaríamos em séria falta ao não entregar um desempenho à altura – ou que seríamos rejeitados se formos percebidos como “imperfeitos”.

No final das contas, o tiro sempre acaba saindo pela culatra. A moça que acha que o rapaz que ela está conhecendo não vai gostar dela se ela não for perfeita acaba ficando super nervosa em seus encontros e com isso acaba passando uma ideia de que não consegue ficar a vontade, que é uma garota chata e sem graça e até mesmo, que não gosta do rapaz, já que apreensão e nervosismo se traduzem na linguagem corporal em rigidez e timidez. Ou seja, ela está fazendo um esforço tão grande para agradar, está tão preocupada em não falar nada errado, não dar um passo em falso, que acaba provocando o efeito completamente contrário! O que os outros percebem em nós nem sempre é aquilo que estamos querendo mostrar!

Como lidar com isso?

Todo mundo tem orgulho e todo mundo tem níveis de insegurança, não dá pra mexer nesses pontos. Corrigir um comportamento perfeccionista não significa tornar-se uma pessoa altamente autoconfiante e desprovida de orgulho – tal ser humano simplesmente não existe!

Em primeiro lugar, a pessoa que tem esse perfil precisa desassociar a ideia ilusória de perfeição do valor próprio. Uma coisa não tem nada a ver com a outra, uma pessoa com “muito valor”, o que quer que isso signifique para cada um, não é necessariamente uma pessoa perfeita.

O problema todo está na crença que a pessoa mantém de que as críticas ou evidências de um desempenho imperfeito estão associadas a falta de valor como pessoa. Com muita frequência há uma generalização das críticas recebidas, o que aumenta o foco desproporcionalmente: “eu sou um idiota mesmo!” ou “eu nunca faço nada direito!”.

Um pouquinho de bom senso e observação do mundo à nossa volta pode fazer milagres para destruir essa noção. Por quê?

Muita gente pra lá de imperfeita se dá muito bem na vida, em todas as áreas. Críticas? Essas todo mundo recebe, os vencedores e os perdedores. A totalidade das pessoas públicas, por exemplo, de celebridades a políticos, possuem seus fãs, mas também possuem inúmeros detratores. Seres humanos são criaturas implicantes que adoram cuidar da vida alheia! Não importa o que você faça, nem mesmo se conseguir atingir um grau de qualidade hipoteticamente perfeito. Sempre vai ter alguém que vai criticar, que vai dizer que você poderia ter feito diferente, que não está bom, e assim por diante.

As listas de livros mais bem vendidos do mundo estão sempre cheias de livros de baixíssima qualidade, alguns muito ruins mesmo. Mas como diabos esses livros chegaram na lista de best-sellers? Porque o público-alvo desses livros não estava exatamente procurando por perfeição. Havia uma demanda, o autor preencheu, houve mídia suficiente para divulgar o livro e público suficiente para consumir aquele tipo de informação. Mesmo livros que hoje consideramos clássicos, se fossem analisados de um ponto de vista objetivo, com um padrão preto e branco de perfeição, diríamos que todos esses livros são imperfeitos. Em sites que contam com larga participação do público para postar resenhas e opiniões de livros como a Amazon.com, é possível ver inúmeros best-sellers com suas milhares de opiniões estelares, mas também críticas de quem considera tais obras “um lixo”.

O mesmo raciocínio pode ser aplicado a tudo o mais, música, pintura, os mais diversos tipos de produtos manufaturados, moda e por aí vai. Nós, como pessoas, também não escapamos da diversidade de opiniões sobre a nossa pessoa e sobre tudo o que fazemos – alguns nos adoram, outros nos odeiam.

A vontade de ser perfeito é na verdade um medo, uma insegurança de ouvir a opinião do outro, quando a mesma não é favorável a você.

Ser cuidadoso, detalhista e procurar fazer as coisas bem feitas, com zelo é uma coisa. Se autossabotar e postergar indefinidamente a conclusão de algo ou a expressão de uma atitude, de uma performance, pois se está aperfeiçoando, lapidando o diamante antes de ir a público com o resultado, aí sim, é pura insegurança, medo da opinião alheia. E tudo isso nasce da percepção de que seu valor como pessoa está associado a uma suposta perfeição. Destrua essa crença e você terá superado o perfeccionismo.

Agora, como se faz para destruir essa crença?

Dando a “cara à tapa”! Se expondo, sentindo na própria pele a realidade de que as críticas não são nada mais do que:

1. dicas sinceras para melhorar o desempenho no futuro;

2. as opiniões pessoais dos outros, que podem não se enquadrar na ideia que você tem para o que mostrou e

3. Implicação e chatice de quem gosta de criticar tudo.

No primeiro caso, o feedback alheio pode ajudá-lo a aperfeiçoar seu trabalho, sem que você entre em paranoia de que algum dia será efetivamente perfeito. Melhorar algo não é buscar a perfeição, apenas adaptar melhor aquilo ao que o público consumidor deseja. Esse “público consumidor” é quem usa e se beneficia do trabalho que você executou. Seu público pode ser seu chefe, os clientes da empresa, seus filhos, ou seja, são as pessoas (ou a pessoa) a quem sua ação se destina.

No segundo caso, é preciso apenas se dar conta de que todo mundo tem direito de ter a própria opinião e que as mesmas não precisam ser favoráveis a você, mas ao mesmo tempo, quando não são, não revelam “falta de valor” da sua parte. Essa compreensão é muito importante para desvincular críticas da sua autoestima. Opiniões sobre seu desempenho e resultados não são opiniões sobre a sua pessoa.

Muitas pessoas gostam dos meus artigos e algumas deixam comentários me parabenizando e comentando positivamente sobre meus textos. Mas também há pessoas que não concordam comigo e muitas que acham que o que eu escrevi simplesmente não está legal, ou não está formato adequadamente, algumas até mesmo me dão feedback bem negativo. Se eu fosse ficar choramingando a cada crítica, achando que “meus leitores não gostam mais de mim”, ou que eu sou uma péssima escritora, eu não escreveria mais nada (para não arriscar receber mais críticas) ou publicaria um artigo por mês, revisando-os inúmeras vezes até que “na minha cabeça” estivessem perfeitos! Mas cada crítica é um feedback construtivo, uma opinião de alguém que se importa o suficiente para ler o que eu escrevo, por isso extremamente valiosa. É raro a crítica dos que realmente não se importam e criticam por terem conceitos de perfeição irreais, ou simplesmente desejarem que eu produza algo diferente do que faço. E também sempre tem os chatos que criticam absolutamente tudo porque elogiar “é coisa de trouxa” e “gente inteligente” critica! Quanto mais popular o seu trabalho, mais críticas de todos os tipos você irá receber: as construtivas, as implicantes, as perfeccionistas e as sem sentido.

A ideia é justamente tornar o seu trabalho ou o que quer que você faça o mais popular possível (ou se expor o máximo que você puder) para que você receba o maior número de opiniões possível. Não se preocupe com perfeição, busque feedback, retorno e vá melhorando aos poucos.

A partir das críticas que você recebe, você pode ter mais subsídios para determinar se algo realmente precisa ser aperfeiçoado, se precisa ser mudado ou até mesmo abandonado. Quanto mais críticas você recebe, mais grossa fica sua “casca”, ou seja, você deixa de sentir na pele a dor da opinião alheia. Maior quantidade de críticas também o ensina a separar o joio do trigo e ser capaz de saber que tipo de opinião serve como motivador para aperfeiçoar e mudar, quais você deverá apenas respeitar, mas admitir que não se aplica ao seu trabalho ou a intenção e perfil que você quer dar ao que faz e quais delas são fruto da chatice e implicação alheia e que não devem ser levadas a sério.

É importante, contudo, não deixar com que o orgulho classifique todo feedback nessa última “caixa”, tachando todo mundo que dá uma opinião contrária a sua de chato, implicante, fofoqueiro, invejoso, e por aí afora. É sempre bom refletir de onde veio a crítica, por que a pessoa disse o que disse e se realmente aquilo se aplica coerentemente ao seu caso sem reagir com mecanismos de defesa – defendendo seu “trabalho perfeito” e negando a opinião do outro. Raramente um feedback cairá na “terceira caixa”, as pessoas não são tão más, nem tão invejosas assim!

Opiniões sempre tem um fundo de verdade, mesmo que a pessoa não goste de você e tenha todos os motivos para esculachar o que você faz. Mas ao mesmo tempo, agradar a todo mundo nunca deve ser o seu objetivo. Às vezes o que você faz não cai no gosto de algumas pessoas, cujas críticas residem justamente nessa diferença de expectativas. Nesse caso, é preciso respeitar a opinião do outro, que está em seu direito de manifestar o que pensa, sem achar que você tem que mudar o que fez (ou faz) para se adaptar ao perfil de outrem.

Sua autoconfiança começa a nascer quando você acumula experiências e críticas e consegue enxergar que o mundo é feito de pessoas com as mais variadas opiniões, gostos e preferências e que cada uma delas tem o direito de se expressar como bem entende – inclusive se expressando contra o que você faz! Aos poucos você vai ficando menos apreensivo com o que os outros vão pensar, deixando de ser perfeccionista naturalmente, mesmo sem deixar de ser atencioso, cuidadoso e zeloso para com as coisas que faz.

Predisposição para escutar críticas, aprender e melhorar progressivamente é uma característica MUITO MAIS admirada do que uma suposta perfeição. Perfeição é irreal e todo mundo sabe disso. Quando aparece alguém que “aparenta” ser perfeito, as pessoas ficam com o pé atrás – deve ter algo muito errado com essa pessoa! A cortina começa a cair a medida que as pessoas conhecem melhor o senhor ou senhora perfeita, quando os outros começam a perceber o que está por trás de um comportamento tão “certinho”: orgulho, rigidez e uma muralha intransponível que impede com que qualquer um consiga ver a pessoa “mais de perto”. Enquanto ela está lá no alto de seu castelo, todo mundo está vendo a farsa que ela realmente é! E isso sim, é um erro muito mais grave do que os que podem ser cometidos quando não se está tentando ser perfeito.

A grande maioria das pessoas rechaça orgulho muito mais do que imperfeição. Por um lado, o orgulho pode se traduzir em arrogância, prepotência, presunção, que estão entre as características mais odiadas nas pessoas! Quando isso não ocorre, o orgulho vira timidez, falta de assertividade e insegurança, características que também não são apreciadas.

O problema todo é que essas características revelam a personalidade de uma pessoa que “esconde” sua verdadeira personalidade, suas intenções, seus medos, suas inseguranças. O perfeccionista não é perfeito e ele sabe disso, mas ao querer que os outros o vejam como tal, ele se torna uma pessoa falsa, dissimulada, de um lado da moeda como a pessoa prepotente e arrogante ou do outro lado, como a pessoa tímida e insegura. De uma forma ou de outra, as pessoas veem essa dissimulação de longe. É por isso que autenticidade, mesmo quando a pessoa é uma “bagunça” e evidentemente imperfeita, é muito mais valorizada do que uma etérea perfeição. Vemos esse tipo de reação até mesmo em programas de reality TV, quando o público julga os mais “certinhos” e supostamente perfeitos bem negativamente e passa a idolatrar os declaradamente imperfeitos.

Sabendo disso, por que alguém em sã consciência gostaria de ser percebido então como perfeito?! É simples: os perfeccionistas de plantão nunca pararam para pensar e refletir profundamente sobre isso. A insegurança e a ansiedade dos perfeccionistas surgem justamente da crença de que a realidade é justamente o contrário, que as pessoas não gostarão delas se elas não forem perfeitas. Elas nunca pensaram que na realidade, é o contrário, a perfeição afasta, a imperfeição provoca empatia (o efeito do “eu também sou assim!”).

Não há nada mais humano do que a imperfeição, gostamos de ver que os defeitos, as dificuldades das pessoas, não porque as queremos mal, mas porque isso nos aproxima delas. Sabemos que nós mesmos não somos perfeitos e quando encontramos outros imperfeitos pelo caminho, nos sentimos mais unidos, criamos empatias, vínculos, encontramos coisas em comum.

Os perfeitos não fazem parte do nosso mundo, são “criaturas estranhas” com quem não temos nada em comum. Se tivermos a oportunidade de conhecer um pouco melhor um perfeccionista de perto, o efeito é ainda pior, começamos a ver os defeitos que eles tentam com tanto afinco esconder, e nesse processo, criamos antipatia, pois vemos essas pessoas como falsas – elas não se mostram como realmente são – tanto o perfeccionista arrogante quanto o perfeccionista tímido despertam nos outros o mesmo tipo de reação negativa, uma rejeição natural contra pessoas que não são autênticas e tentam esconder seu “eu” verdadeiro.

A evitação de erros do tipo que podem comprometer a percepção da sua competência são evitados com zelo, atenção, detalhismo e responsabilidade.

O oposto do perfeccionismo não é relaxo! Uma pessoa que não é perfeccionista pode ter um desempenho exemplar. A grande diferença é no senso de “espera” (postergação) e no nível de ansiedade. Algumas coisas podem realmente demorar para “sair”, um livro, por exemplo, passa por inúmeras revisões antes de ser publicado – esse tempo de aperfeiçoamento da obra não é postergação e o zelo com a qualidade final não é perfeccionismo. O cuidado, a atenção aos detalhes e o senso de responsabilidade fazem parte do comportamento de uma pessoa competente e de forma alguma eu estou incentivando um comportamento descuidado e frouxo. Aquele que se preocupa com a qualidade do seu esforço, até mesmo por respeito aqueles que irão se beneficiar daquela ação, trabalha com afinco e cuidado, porém de forma tranquila, ao passo que o perfeccionista posterga demais, se estressa e sente ansiedade ao pensar sobre a “entrega” dos resultados, justamente porque ele está preocupado demais com o que os outros vão pensar.

Se você se identifica com esse quadro, quer você se encontre no lado “arrogante” da moeda, quer no lado “tímido”, se questione: o que é realmente que você não quer que os outros vejam em você? O que você está escondendo? O que significaria para você “entregar” um resultado (ou se mostrar) imperfeito?

As respostas para estas perguntas, se respondidas SEM mecanismos de defesa e com sinceridade, podem revelar muito sobre suas “neuras” e preocupações inconscientes. Ao trazê-las para o nível consciente você pode refletir em cima delas e ver o quão bobas elas são. Nesse caso específico do perfeccionismo, pense também no “efeito contrário” que a vontade de ser perfeito provoca nas pessoas: ao invés de ser percebido como “o todo poderoso”, você acaba se passando por falso e dissimulado, mesmo que no fundo você não seja assim. Não vale a pena tanto esforço, não é mesmo? Você só quer causar uma boa impressão, e o tiro sai pela culatra, a impressão que você causa é a pior possível.

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8 comentários em “A ilusão da perfeição: como o perfeccionismo destrói a autoestima e retarda o sucesso”

  1. Eu me enxerguei nesse texto, sou extremamente perfeccionista, detalhista e isso torna meu senso crítico apuradíssimo, isso me prejudica muito nos meus relacionamentos sociais , quase não tenho amigos e agora enxerguei que o problema não são eles, mas sim eu!
    Eu fico prorrogando minhas decisões, pq nunca estão perfeitas, já cheguei a testa 40 aplicativos financeiros e nunca achei um perfeito pra mim!

    Na faculdade minhas colegas de grupo sempre reclamavam que não conseguiam entender meus trabalhos, pois eram muitos complicados kkkk mas pra mim era tão simples.
    Enfim…
    Faltou uma dica de como melhorar esse comportamento, sinto que isso ta atrasando a minha vida.

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  2. Artigo lúcido e maravilhoso. Vejo o quanto a gente (eu) perde por tentar se enquadrar em cima de uma meta impossível. O quanto “atingir o auge” está ligado à nossa baixa auto estima e na necessidade real de ser querido pelos outros, mas na enganosa saída para conseguirmos o reconhecimento e o afeto alheio de que temos que ser perfeitos em tudo (ou quase) para obtermos o respeito e a admiração dos nossos pares.

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